Por considerar a matéria de interesse nacional, presidente do Senado disse que pode desconsiderar o acordo de líderes para impor a votação da maioria

Agência Brasil

Sem um acordo das lideranças partidárias da Câmara que permita a votação dos 14 destaques pendentes para a aprovação da Medida Provisória 595, a MP dos Portos, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), reconhece que a norma deve perder a validade. Se a votação da MP não for concluída pelo Congresso até amanhã (16), o texto perderá o prazo de vigência.

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Por considerar a matéria de interesse nacional, Renan Calheiros disse que pode desconsiderar o acordo de líderes para impor a votação da maioria. Existe um acordo entre os senadores que matérias sem consenso de lideranças terão que obedecer os prazos regimentais para que entre na pauta de votação do plenário. Alguns líderes estão intransigentes quanto ao descumprimento do que ficou acertado.

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“Até o Regimento Interno pode ser revisto. A maioria pode votar [neste caso específico da MP dos Portos]. O que não vou aceitar mais é que a Câmara continue a proceder desta forma. Isso não pode acontecer a todo momento [encaminhar medidas provisórias com curtos períodos para o vencimento legal]”, ressaltou o presidente do Senado.

Renan Calheiros classificou o envio de medidas provisórias, pela Câmara, com pouco tempo para a análise dos senadores de “submissão do Senado” e de “inaceitável”. Segundo ele, esse assunto será tema de uma conversa pessoal com o presidente da Câmara.

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