Após quatro derrotas na votação desta madrugada, líder do PMDB deve afrontar o Planalto para manter lei de 1993; Câmara aprovou texto-base, mas ainda discute destaque

O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), tentou unir parte da base e a oposição contra o governo na votação da MP dos Portos na noite de terça-feira (14). E perdeu após ver sua emenda aglutinativa e outros três destaques, alterando o texto do novo marco regulatório do setor portuário, caírem na votação que entrou madrugada adentro nesta quarta-feira (15).

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Deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Divulgação
Deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

A análise é de integrantes do governo no Congresso, que se preparam agora para derrotar Cunha novamente nos destaques que faltam votar para encaminhar a medida provisória para o Senado ainda em tempo de acelerar a votação por lá.

Ontem, a Câmara aprovou o texto principal , mas hoje ainda esbarra em alguns obstáculos para ter a votação concluída. O governo corre contra o tempo uma vez que a medida precisa ser encaminhada e aprovada pelo Senado até quinta-feira senão perde a validade.

Peemedebistas próximos a Cunha afirmam agora que o partido vai se alinhar ao governo, votando os destaques que o Planalto orientar.

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O único ponto de tensão deve ser o destaque que revoga a lei 8.630/1993, criada para modernizar os portos e que o Planalto julga ultrapassada. O embate sobre essa lei será no final da votação dos destaques. Outras questões dizem respeito à renovação dos contratos; à definição das responsabilidades pela delimitação das áreas dos portos organizados; e algumas questões trabalhistas – em especial relativas a aposentadoria especial dos portuários, além da garantia de que as contratações de trabalhadores para os portos privados seja feita por meio do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo).

Apesar da disposição de Cunha em manter uma nova frente de confronto, a liderança do governo na Câmara busca conciliação. "O PMDB segue como o aliado importante da base", afirma ao iG o líder governista Arlindo Chinaglia.

Governo moderado

O tom conciliador também foi empregado pelo ministro Leônidas Cristino (Secretaria de Portos), que passou pelo Congresso para agradecer a votação de ontem. Sobre Cunha, o ministro afirmou ao iG que ele segue como um "líder importante da base do governo da presidente Dilma". 

Com informações da Agência Brasil

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