Governo cede para aprovar MP dos Portos

Por Nivaldo Souza - iG Brasília | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Após reunião com o vice-presidente Michel Temer, líder do PMDB Eduardo Cunha acertou que apresentará novo texto complementar à medida provisória

Enquanto a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, conversava com líderes da base aliada do Congresso sobre a Medida Provisória dos Portos, o líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, se reunia com o vice-presidente Michel Temer, conforme apurou o iG, na tarde desta segunda-feira (13). Os dois entraram em acordo para votar nesta terça-feira (14) a MP elaborada pelo governo para regular o setor portuário. "A conversa evoluiu um pouquinho", disse uma fonte do Planalto.

A votação: Câmara adia votação da MP dos Portos para terça-feira

 Parlamentares assistem jogo do Corinthians na Libertadores. Foto: Alan Sampaio / iG Brasília Parlamentares disputam pouca comida armazenada em tachos que foi servida em pratos descartáveis no cafezinho do plenário da Câmara, em Brasília. . Foto: Alan Sampaio / iG Brasília Parlamentares disputam pouca comida armazenada em tachos que foi servida em pratos descartáveis no cafezinho do plenário da Câmara, em Brasília. . Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIA Parlamentares disputam pouca comida armazenada em tachos que foi servida em pratos descartáveis no cafezinho do plenário da Câmara, em Brasília. . Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIA Parlamentares disputam pouca comida armazenada em tachos que foi servida em pratos descartáveis no cafezinho do plenário da Câmara, em Brasília. . Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIALíder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), conversa com colega no plenário. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDeputado Sibá Machado (PT-AC) apresentou uma emenda à MP dos Portos. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaOs deputados Anthony Garotinho (PT-RJ) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) trocam insultos durante sessão para votar MP dos Portos. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaOs deputados Anthony Garotinho (PT-RJ) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) trocam insultos durante sessão para votar MP dos Portos. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDurante votação da MP dos Portos, nesta terça, o deputado Toninho Pinheiro (PP-MG) invadiu a Mesa Diretora com uma faixa e causou tumulto. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaO presidente da Câmara, Henrique Alves, analisa com deputados a MP dos Portos. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAO líder do PR Anthony Garotinho conversa com parlamentares durante discussão da MP dos Portos. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAGarotinho conversa com parlamentares durante discussão da MP dos Portos. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAVotação da MP dos Portos foi adiada para esta terça-feira. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAGarotinho e outros com parlamentares durante a sessão desta segunda-feira. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIALíder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT) faz visita rápida ao plenário. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAVista geral do plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, na noite desta segunda-feira. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIALael Varella (DEM-MG), o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e Mozart Viana, secretário geral da mesa. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIA

Também participaram da reunião, liderada por Temer, o ministro Eduardo Cardozo (Justiça) e Gleisi Hoffonman (Casa Civil). A ministra Ideli foi a última a chegar, após ter se encontrado com a liderança do governo no Congresso.

A conversa entre os dois foi um pedido da presidente Dilma Rousseff, que recomendou a Temer que "controlasse" Cunha. No final do encontro ficou acertado que o líder peemedebista retirará da pauta o texto elaborado por ele que inclui uma série de emendas parlamentares contrárias aos interesses do Planalto.

Alan Sampaio / iG Brasília
Vista do plenário da Câmara dos Deputados nesta segunda-feira

Cunha está elaborando nesta noite um novo texto aglutinando os pontos que o governo cedeu. Ele liga para líderes de outros partidos para decidir qual será o texto apresentado nesta terça-feira.

O recuo do governo se deu após Cunha garantir que não manterá a emenda apresentada pelo deputado Paulinho da Força (PDT-SP). O parlamentar fez alterações na proposta original do Planalto adicionando uma série de "caputs" reservando a contratação da mão-de-obra pelos novos terminais portuários privados no mesmo molde dos portos estatais. Ou seja, uma lista de trabalhadores que obrigatoriamente deveriam ser contratados. O Planalto é contra essa medida e será a primeira a ser derrubada por Eduardo Cunha.

Leia também:
Governo já trabalha com a possibilidade de votar MP dos Portos na terça
Após apelo de Dilma, Câmara marca votação da MP dos Portos

A posição do Planalto, até então, era de que a votação deveria ser o projeto original enviado ao Congresso. Após polêmica entorno do tema, o governo precisou recuar para que a MP não perdesse o prazo de votação no Congresso, que seria na próxima quinta-feira. O que está em jogo é um total de R$ 54,2 bilhões de investimentos privados que o Palácio do Planalto calcula a partir da nova regulação do portos.


compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas