Polícia Federal desmantelou esquema fraudulento e entre os presos estavam os secretários de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre

Agência Estado

A Polícia Federal soltou o servidor da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) Ricardo Sarres Pessoa e o empresário Disraeli Donato Costa Beber, depois de tomar depoimento dos dois, em separado, na noite de terça-feira. Eles estavam entre os 18 presos na segunda-feira pela Operação Concutare, que investiga fraudes em licenciamentos ambientais emitidos por órgãos federais, estaduais e municipais no Rio Grande do Sul, e foram liberados porque os delegados que trabalham no caso consideraram os esclarecimentos que prestaram satisfatórios.

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Todos os mandados de prisão emitidos pela Justiça têm caráter temporário e vencem nesta sexta-feira, podendo ser prorrogados por mais cinco dias. Os outros 16 detidos estão no Presídio Central de Porto Alegre. Quatro deles prestaram depoimento nesta quarta-feira. Até o início da noite nenhum havia sido liberado.

A operação da Polícia Federal sacudiu a política gaúcha. Os secretários do Meio Ambiente do Estado, Carlos Fernando Niedersberg (PC do B), e de Porto Alegre, Luiz Fernando Záchia (PMDB), foram presos e imediatamente afastados de seus cargos pelo governador Tarso Genro (PT) e o prefeito José Fortunati (PDT).

O ex-secretário estadual Berfram Rosado (PPS), que ocupou a pasta estadual durante o governo de Yeda Crusius (PSDB) e atualmente é sócio de uma empresa de consultoria ambiental, também está entre os presos. As bancadas do PSOL na Câmara de Vereadores e do PSDB na Assembleia Legislativa iniciaram mobilização para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em cada casa para investigar as conexões políticas do esquema.

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