Na véspera do Dia do Trabalhador, Dilma manda abrir negociações com centrais

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Governo não aceitou, no entanto, discutir a redução da jornada de trabalho e o fim do fator previdenciário; somente oito pontos da pauta entregue em março serão discutidos

Para apaziguar os ânimos e não correr o risco de ser acusado de não dialogar com as centrais sindicais, o governo se reuniu nesta terça-feira, véspera do Dia do Trabalhador, com sindicalistas e definiu uma mesa de negociações. A primeira reunião já foi marcada para o próximo dia 14 de maio, em Brasília.

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Coube ao ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência chamar a Central Única dos Trabalhadores (CUT) para a reunião que durou toda a tarde. Ele também representará Dilma na festa em São Paulo, ao lado do ministro do Trabalho, Manoel Dias.

Entre os assuntos que o governo não aceitou discutir da pauta de reivindicações apresentada no início de março, no entanto, estão a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e o fim do fator previdenciário.

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Na lista acordada entre governo e sindicalistas da CUT constam temas como terceirização de mão de obra, combate à informalidade do trabalho, redução da rotatividade, regulamentação da Convenção 151 da OIT, fortalecimento do Sine (Sistema Nacional de Emprego), política de medicamentos, especialmente para aposentados, além da participação dos trabalhadores no Pronatec e no Pronacampo.

A abertura da negociação na véspera do 1º de Maio serve amenizar o clima que andava pesado entre a presidente Dilma Rousseff e as entidades representantes dos trabalhadores. Até a CUT, que adota uma postura de maior diálogo com o governo petista já havia prometido acirrar as mobilizações após as festas do Dia do Trabalhador, caso o Planalto permanecesse calado a respeito da pauta.

Nesta semana, o presidente da CUT, Vagner Freitas de Moraes, reclamou da atitude da presidente e disse que, caso não houvesse sinalização do Planalto, “as comemorações do Dia do Trabalhador se transformariam em um início de mobilização contra o governo”.

Vagner Freitas disse que a CUT vai continuar pressionando para que os itens que ficaram de fora da negociação sejam incluídos em determinado momento. “Quanto às 40 horas e o fim do fator previdenciário, as centrais vão continuar fazendo o seu papel que é pressionar, mobilizar, negociar, lutar para conquistar esses dois itens que são fundamentais para a classe trabalhadora", declarou por meio de nota.

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