Deputado federal líder do PDT articula criação do Solidariedade e apoiadores usam evento

Durante a festa de comemoração do dia do trabalho da Força Sindical , nesta quarta-feira 1º de Maio, apoiadores do deputado Paulinho da Força (PDT-SP) pediam assinaturas para a abertura do partido Solidariedade. Entre o público, que procurava os cupons para concorrer a um dos 19 carros Hyunday, apoiadores vestidos de laranja e segurando uma placa com o nome do novo partido circulavam com seus próprios cupons para somar nomes.

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Festa de 1º de maio é usada para acumular assinaturas para criação de partido Solidariedade
Natália Peixoto / iG São Paulo
Festa de 1º de maio é usada para acumular assinaturas para criação de partido Solidariedade

Para abrir um novo partido, Paulinho precisa arrecadar cerca de 500 mil assinaturas. Se quiser concorrer às eleiçoes do ano que vem, a nova legenda precisa ser criada até setembro deste ano. Questionado sobre a mobilização, o deputado desconversou e disse que as organizações aproveitam grandes eventos como esse. "Eu tenho ajudado, ajudei a Marina (a criar a Rede), ajudei o Kassab (a criar o PSD), ajudei o PPL. É normal."

O deputado não quis falar sobre a possibilidade de mudar de partido, caso o Solidariedade seja aberto a tempo de lançar candidatos para 2014. "É outra discussão, vamos ver."

A festa foi realizada na praça Campo de Bangatelle, na zona Norte de São Paulo, para receber shows de artistas como Zezé de Camargo e Luciano, Fernando e Sorocaba e Bruno e Marrone. Mas o objetivo é reunir pessoas para discussões políticas.

O evento teve a presença de um tucano de peso, o senador mineiro Aécio Neves, provável candidato à Presidência em 2014. Outro possível adversário da presidente Dilma Rousseff nas eleições, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, foi convidado, mas alegou problemas de agenda para não comparecer.

Dilma, por sua vez, optou por ficar longe da festa e preferiu usar a TV para anunciar entre outras medidas, subsídios para a compra de eletrodomésticos da chamada linha branca para beneficiados do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Em seu lugar, Dilma mandou representantes: os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-geral da Presidência) e Manoel Dias (do Trabalho).

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