Por motivo de saúde, ministro Gilson Dipp deixa a Comissão Nacional da Verdade

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Vice-presidente do STJ foi diagnosticado com pneumonia no ano passado e, em seguida, foi submetido a uma cirurgia abdominal

O ministro Gilson Dipp, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), está deixando a Comissão Nacional da Verdade. Ele vai encaminhar, em breve, à presidente Dilma Rousseff uma carta com o pedido de desligamento da CNV. A informação sobre a saída de Dipp foi divulgada hoje (29) pela advogada Rosa Cardoso, que integra a comissão, em entrevista à imprensa após reunião com representantes de vários comitês da Verdade, Memória e Justiça de todo o país, em São Paulo.

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Entenda: O que é Comissão da Verdade?

Agência Brasil
Gilson Dipp deixará a Comissão da Verdade

Dipp está afastado do cargo há sete meses por motivo de saúde. Em outubro, ele foi submetido a uma cirurgia abdominal no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Semanas antes, havia sido internado no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, com quadro de asma, que teria evoluído para uma pneumonia. 

“O ministro me telefonou e pediu que eu comunicasse aos membros da comissão, e eu fiz isso, que ele achava que não tinha condições de garantir que voltaria a trabalhar em um ou dois meses. Ele [disse que] estava apresentando uma carta de demissão à presidenta. Então, o ministro Dipp deve mesmo deixar a comissão”, disse Rosa Cardoso.

Especial: Agentes duplos entram na mira da Comissão da Verdade de São Paulo

A Comissão Nacional da Verdade foi criada pela Lei 12528/2011 e instituída em maio de 2012. Ela tem por finalidade apurar graves violações de direitos humanos, cometidas por agentes públicos, ocorridas entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988.

Os seus integrantes são: Gilson Dipp, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ); José Carlos Dias, advogado e ex-ministro da Justiça; Rosa Maria Cardoso da Cunha, advogada; Cláudio Fonteles, ex-procurador-geral da República; Paulo Sérgio Pinheiro, sociólogo; Maria Rita Kehl, psicanalista; e José Paulo Cavalcanti Filho, advogado. A CNV não tem atribuições jurisdicionais ou persecutórias. Ela colhe informações, documentos e faz diligências, visando a efetivar o direito à memória e à verdade histórica.

Com Agência Brasil

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