Proposta que será votada na CCJ da Câmara determina cota de 40% dos ingressos para estudantes e também estende direito a jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos

Agência Brasil

A aprovação da proposta que regulamenta a meia-entrada para estudantes, jovens de baixa renda, portadores de necessidades especiais e idosos em cinemas, teatros, eventos esportivos e culturais deve reduzir os valor dos ingressos em até 30%. A previsão é do presidente da Associação de Produtores Teatrais Independentes, o ator Odilon Wagner.

Prevista para ser votada nesta terça-feira (23) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, a proposta que cria uma lei nacional para regulamentar a concessão do benefício foi adiada para amanhã (24) às 10h. Enntre outros pontos, o projeto determina que a meia-entrada fique limitada a 40% do total de ingressos disponíveis para cada evento.

Os atores Odilon Wagner e Beatriz Segall participam de ato na Câmara sobre projeto que limita a meia-entrada
Agência Câmara
Os atores Odilon Wagner e Beatriz Segall participam de ato na Câmara sobre projeto que limita a meia-entrada


Em ato na Câmara dos Deputados, estudantes, artistas e produtores culturais ressaltaram a importância de se regulamentar a meia-entrada depois de mais de uma década de discussões. “É um momento histórico porque há uma década estudantes e a classe artística não estavam tão juntos como hoje”, frisou Wagner.

“As dúvidas que naturalmente surgem serão esclarecidas. O importante é que a essência da lei é boa para a sociedade. Estudantes e os adultos pagarão mais barato e os espetáculos terão mais público. Todo mundo ganha”, acrescentou o ator.

O presidente da União Nacional dos Estudantes, Daniel Illiescu, disse que a regulamentação fortalece a política da meia-entrada. Segundo ele, a nova política ajudará a reduzir o percentual de 70% de universitários que nunca entraram em um teatro.

A atriz Beatriz Segall ressaltou que a classe artística nunca foi contra a meia-entrada, mas, sim, ao fato de a categoria ter que arcar com os custos do benefício. “Essa luta é muito antiga e agora chegamos a um entendimento, Não somos contra a meia-entrada, mas contra este imposto de 50%, que nos obriga a aumentar o preço para compensar a meia-entrada. Isso é um dever do Estado”, afirmou.

O parecer do relator da proposta na CCJ, deputado Vicente Cândido (PT-SP), prevê, entre outros pontos, que a emissão da Carteira de Identificação Estudantil caberá à Associação Nacional de Pós-Graduandos, à União Nacional dos Estudantes, e à União Brasileira dos Estudantes Secundarista, além de entidades estaduais e municipais filiadas a essas instituições.

De acordo com o relatório também terão direito à meia-entrada os jovens de 15 a 29 anos de idade, de baixa renda, inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, cuja renda familiar mensal seja de até dois salários mínimos.

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