Congresso adia análise de MP que destina recursos dos royalties à educação

Por iG São Paulo |

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Líderes partidários argumentam que é preciso esperar decisão do STF sobre nova lei dos royalties para evitar insegurança jurídica; MP perde a validade no próximo dia 12

O Congresso decidiu nesta terça-feira (23) adiar a análise da medida provisória que destina recursos do petróleo à educação até que o Supremo Tribunal Federal (STF) se pronuncie sobre a constitucionalidade da nova lei, que prevê uma nova distribuição dos royalties entre Estados e municípios.

O adiamento da votação aconteceu por acordo entre os líderes partidários, segundo o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). O objetivo, de acordo com ele, é evitar insegurança jurídica sobre a questão.

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“Como foi um fato inusitado nessa comissão, nós vamos esperar caducar, passar o prazo do 12 de maio, para que a presidente da República reedite uma nova medida provisória e esperamos que o Supremo Tribunal Federal possa se posicionar rapidamente”, afirmou o presidente

O relator da proposta, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), afirmou que foram tomadas todas as precauções para que a medida provisória não fosse afetada por uma decisão do Supremo. Em seu parecer, ele tratou só da destinação dos recursos para a educação e não mexeu na divisão das riquezas. Zarattini lamentou a decisão de não votar a matéria.

"Nós tínhamos a oportunidade de destinar um grande volume de recursos para a educação. Nós estávamos falando, neste ano, de R$ 13 bilhões a mais para a educação, distribuídos entre Estados, municípios e a União; sem falar da garantia de recursos para ciência e tecnologia, que é fundamental para o desenvolvimento do País”, afirmou. Para ele, aguardar uma decisão do STF “é jogar a bola para o outro time”, quando o Congresso tem “todas as condições de decidir".

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O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) também lamentou a decisão. “Cada dia, esse Congresso está se apequenando e a causa de tudo isso, nós temos que reconhecer, é dos parlamentares que cada vez mais defendem a tese de diminuir nosso poder e nossa capacidade de deliberar sobre matérias que são nossas, transferindo para outros poderes a solução do fato”, disse. Ele afirmou ainda que, em 18 anos de Casa, nunca presenciou “uma situação tão triste e deprimente quanto essa”.

A medida provisória que destina recursos do petróleo à educação perde a validade no dia 12 de maio. De acordo com o senador José Pimentel, mesmo que a proposta perca a validade, como ela é de 2012, nada impede que a presidente Dilma Rousseff edite outra MP sobre o mesmo tema.

Com Agência Câmara

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