'Deram um golpe', diz Andrea Matarazzo sobre secretários de Alckmin

Por Brasil Econômico - Pedro Venceslau | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Vereador tucano diz que estava tudo certo para comandar o PSDB paulistano, mas ex-deputado foi eleito; grupo de Andrea se reúne para definir futuro no partido

Brasil Econômico

O PSDB de São Paulo nunca mais será o mesmo depois da reunião de anteontem na Câmara dos Vereadores que elegeu o ex-deputado Milton Flávio, de Botucatu, presidente do partido na capital. Até os últimos minutos que antecederam a plenária estava tudo articulado para que o vereador Andrea Matarazzo fosse eleito por consenso para assumir o comando do tucanato local.

Poder Online:

Em eleição tumultuada, grupo de Alckmin assume diretório de SP e expõe racha no PSDB

Militantes provocam confusão e chamam Andrea Matarazzo de ‘Judas’

Reprodução
O vereador tucano Andrea Matarazzo

Ele contou ao Brasil Econômico que antes da plenária final, os secretários Bruno Covas (Meio Ambiente) e Julio Semeghini (Planejamento), que ameaçavam uma rebelião, subiram ao gabinete e selaram um acordo. "Eles, que teoricamente estavam ali em nome do governador, desenharam uma chapa consenso. Escreveram com a letra deles. O processo foi esquisito, para dizer o mínimo", diz Matarazzo.

Ao chegar a plenária, o vereador tucano encontrou uma claque organizada. "Eu fui hostilizado por uma mílicia", diz. Ao longo do dia, emissários de Geraldo Alckmin enviaram sinais de que o governador estava pessoalmente empenhado na escolha de Matarazzo. “Os três secretários (José Aníbal, Covas e Semeghini) deram um golpe. Eles não são confiáveis”, conclui o vereador, que é líder do PSDB na Câmara.

O grupo de Andrea se reúne nesta quinta-feira para avaliar o cenário e pensar no futuro dentro (ou fora) do PSDB. Um dado curioso. No último mês de dezembro, o governador paulista chamou Andrea em seu gabinete e disse que ele era “o melhor nome para presidir o PSDB paulistano”. Essa mesma análise foi feita por Alckmin para outros tucanos de altíssima plumagem, como FHC, Serra e Alberto Goldman. Se Andrea Matarazzo fosse eleito presidente do PSDB paulistano, seria aberta uma avenida para a disputa municipal de 2016.

Além disso, ele seria um protagonista natural da campanha reeleitoral de Geraldo Alckmin e/ou na Aécio Neves ao Palácio do Planalto.

Leia tudo sobre: andrea matarazzopsdb-spgeraldo alckmin

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas