Gurgel pede ao STF abertura de novo inquérito contra Feliciano

Por Agência Brasil |

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Deputado é acusado de difamar parlamentares e manter assessores que não cumprem expediente em seu gabinete em Brasília

Agência Brasil

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou hoje (12) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de abertura de inquérito para apurar denúncias envolvendo o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP). Ele é acusado de difamar parlamentares e de manter assessores em seu gabinete que não exercem atividade legislativa. O pedido foi distribuído para o ministro Celso de Mello.

Esse é o segundo pedido de Gurgel contra Feliciano. Na terça-feira, o procurador-geral pediu a abertura de um processo criminal contra o deputado por discriminação contra homossexuais.

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu encaminhamento à representação dos deputados federais Jean Wyllys (PSOL-RJ), Erika Kokay (PT-DF) e Domingos Francisco Dutra (PT-MA). Eles alegam que o pastor promoveu uma campanha de difamação contra eles, contando com o apoio de uma agência formada por pastores. Denunciam, ainda, a contratação irregular de religiosos como servidores da Câmara dos Deputados.

De acordo com Gurgel, informações preliminares dão conta de que religiosos da Catedral do Avivamento – igreja presidida por Marco Feliciano - nas cidades paulistas de Franca, Ribeirão Preto, São Joaquim da Barra e Orlândia recebem como servidores da Câmara sem dar expediente. Eles não foram encontrados nem em Brasília nem em Orlândia, reduto eleitoral do político.

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Gurgel pede uma série de diligências ao STF, como a oitiva dos pastores envolvidos - Rafael Octávio, Joelson Tenório, André Luis de Oliveira, Roseli Octávio e Wellington de Oliveira - e do próprio Marco Feliciano, a apuração da situação deles na Câmara dos Deputados, a degravação de mídias pela Polícia Federal e a identificação e oitiva dos representantes da produtora Wap TV Comunicações.

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