'Todos somos próximos de Campos', diz Aécio sobre elogios do PPS ao governador

Por Luciana Lima , iG Brasília |

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Ao falar sobre o entusiasmo do PPS com a possível candidatura de Eduardo Campos (PE), senador tucano diz que todos fazem parte do mesmo campo político

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), que deverá se candidatar à Presidência da República em 2014, disse que encara com naturalidade o apoio de seu principal aliado, o PPS, à possível candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). 

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“Todos nós somos muito próximos ao governador Eduardo Campos”, repercutiu o senador. “Eu tenho é que respeitar a posição do PPS, é um partido que tem história e que marca a sua trajetória com enorme coerência de atitudes. O que nos une hoje e que nós somos oposição. Nós somos oposição porque nós não acreditamos que o PT tenha mais condições de fazer as reformas estruturantes que o Brasil precisa”, declarou o senador tucano.

Alan Sampaio / iG Brasília
Falando como candidato em 2014, Aécio não deixou de pedir apoio do PPS na abertura de evento do partido

Em entrevista ao iG, o presidente do PPS, Roberto Freire (SP) deixou clara a preferência em estar com Campos em sua possível candidatura. Freire também descartou os rumores que o tucano José Serra seria a opção do partido em 2014 na disputa presidencial. Caso a candidatura de Eduardo Campos não se efetive, o PPS daria apoio à candidatura de Aécio.

Candidato ainda não declarado, Aécio não deixou de pedir o apoio do PPS na abertura da conferência do partido. “Na verdade, o PPS tem conosco uma construção em Minas Gerais desde o seu início eu me lembro muito que nas últimas eleições eu caminhei de um lado do peito o 45 [número do PSDB] e, do outro lado, o 23 [número do PPS] de Itamar Franco”

O senador também enfatizou que a candidatura tucana à Presidência é certa. “O PSDB não tem o direito sequer de frustrar o Brasil não apresentando uma alternativa. É nosso dever apresentar uma alternativa a esse governo que esta aí . Nós vamos cumprir o nosso papel com muita clareza”, enfatizou.

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Se no primeiro turno de 2014, o PPS, aliado de primeira hora dos tucanos, deve ficar com Eduardo Campos, se houver segundo turno e Aécio estiver na disputa, espera reunir todos em sua coligação. “Nós temos uma construção política comum e eu acredito que lá na frente seja possível nós reeditarmos essa aliança”

“Nós não pactuamos com esse aparelhamento absurdo da máquina pública, com esse aparelhamento absurdo, com essa visão distorcida de mundo que o PT tem hoje. Eu acho que, com muita naturalidade, lá adiante, nós vamos estar juntos. Essa é a minha vontade e eu tenho que respeitar que o PPS, no seu tempo, tome a sua decisão.

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