Ao iG, deputado rebate argumento de colega parlamentar que pediu a renúncia dele da presidência do órgão colegiado da Câmara

O deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) se diz "tranquilo" em reabrir a sessão plenária da Comissão de Direitos Humanos prevista para amanhã. "A sessão será aberta", afirmou ao iG , após reunião com lideres partidários nesta quarta-feira, na qual sua renúncia foi pedida.

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Feliciano diz a líderes partidários que fica no cargo, mas aceita abrir reuniões da comissão
Agência Câmara
Feliciano diz a líderes partidários que fica no cargo, mas aceita abrir reuniões da comissão

A abertura das sessões mostra um recuo de Feliciano, ante pedido do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para que oi regimento interno da Casa fosse respeitado - o artigo 48 do conjunto de regras determina que as sessões devem ser públicas.

O presidente da comissão havia decretado fechamento permanente das reuniões na semana passada, gerando protestos pelo descumprimento do regimento.

Protegido por um esquema de segurança montado por servidores públicos de seu gabinete, o líder da igreja evangélica Assembleia de Deus Catedral do Avivamento foi rápido nas declarações.

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Feliciano rebateu crítica feita ao iG pelo líder do PPS, Rubens Bueno, que acusou o colega parlamento de ter perdido o controle sobre a comissão. "Ele (Feliciano, durante a reunião de líderes) falou em nome de Deus, da Bíblia e da paz. Mas quando perguntei se sairia para promover isso, ele se mostrou inflexível", diz Bueno. "Ele perdeu o controle sobre a comissão", afirma.

Questionado pelo iG se havia descontrole em conduzir os trabalhos da Comissão de Direitos Humanos, Feliciano disse que o grupo de trabalho havia realizado somente quatro reuniões desde que ele assumiu e nenhuma delas foi tranquila por conta de manifestações no interior do plenário , o que levou a decretar o fechamento das sessões. "Eu nunca perdi o controle da comissão", afirmou.

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