Para a maioria dos internautas, pastor deve deixar o comando do colegiado na Câmara; acusado de homofobia e racismo, deputado vem sendo alvo de protestos

A permanência do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), acusado de homofobia e racismo, na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara gerou uma onda de protestos em todo o País e ele vem perdendo apoio até dos membros do colegiado. Segundo levantamento do iG , a maioria defende sua saída do cargo .

Uma enquete realizada pelo portal iG apontou que 60% dos internautas são contra a permanência de Feliciano à frente da comissão.

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Maioria dos internautas é contrária à permanência de Feliciano na Comissão de Direitos Humanos
Reprodução
Maioria dos internautas é contrária à permanência de Feliciano na Comissão de Direitos Humanos

A pesquisa, que começou na última quarta-feira e foi encerrada nesta segunda-feira (1º), ouviu 245.673 internautas, sendo que 146.359 são contrários à permanência do deputado e 99.314 são favoráveis.

Uma reunião de líderes partidários para rediscutir a permanência do pastor na comissão prevista para amanhã foi adiada  para a próxima semana em razão da ausência do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, que está de licença médica.

Na semana passada, a Executiva e a bancada do PSC na Câmara decidiram manter Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos, mesmo com a grande rejeição sofrida pela deputado.

Segundo reportagem do iG , a maioria dos líderes dos partidos na Câmara é contra a manutenção de Feliciano à frente da Comissão. E apesar da decisão do PSC de manter Feliciano no cargo, na última terça-feira, o líder partido, André Moura, contudo, defendeu sua renúncia em reunião do partido e representantes da bancada evangélica.

Duas das três reuniões comandadas por Feliciano foram canceladas devido a protestos de manifestantes. Na terceira reunião, Feliciano pediu aos seguranças da Câmara que prendessem um manifestantes que o chamou de racista.

No mesmo dia, outro manifestante contrário ao pastor foi detido pela segurança da Casa quando protestava próximo ao gabinete de Feliciano. Na ocasião, também foi necessária a mudança de sala e o fechamento da sessão ao público para que a reunião da comissão, convocada para debater a contaminação por chumbo do solo da cidade baiana de Santo Amaro da Purificação, pudesse se realizada.

Marco Feliciano tem dito que não pretende renunciar à presidência. Ainda esta semana ele deve viajar à Bolívia como representante da comissão para verificar a situação dos corintianos presos na cidade de Oruro. Eles são acusados da morte de um torcedor boliviano, atingido por um sinalizador durante um jogo, em fevereiro.

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