Em cerimônia com Campos, Dilma diz precisar de aliados comprometidos

Por Reuters |

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Presidente ressaltou a importância de alianças políticas ao lado do governador de Pernambuco, que se movimenta para lançar candidatura própria em 2014

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A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta segunda-feira (25) a necessidade de se montar coalizões políticas para governar um país "da complexidade" do Brasil. Na cerimônia,  que teve a participação do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), a presidente disse que os aliados têm de estar comprometidos com um projeto de nação.

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Campos, que participou com Dilma da cerimônia de inauguração de uma adutora para combater os efeitos da seca na cidade pernambucana de Serra Talhada, é um aliado histórico do PT, mas tem se movimentado na direção de uma eventual candidatura à Presidência em 2014, quando Dilma buscará a reeleição.

Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff em Pernambuco, ao lado do governador do Estado Eduardo Campos

"Nenhuma força política sozinha é capaz de dirigir um país com essa complexidade, precisamos de parceiros, precisamos que esses parceiros sejam comprometidos com esse caminho", disse Dilma durante a cerimônia.

Em seu discurso, a presidente elogiou a parceria do governo federal com a administração de Campos no Estado e citou vários investimentos federais em Pernambuco, como a duplicação de estradas e a refinaria da Petrobras em Abreu e Lima, que a presidente garantiu que será concluída.

"Pernambuco eu acho que é um novo Pernambuco nos últimos dez anos e, sem dúvida, o governador tem um grande papel nisso e o governo federal, tanto com Lula como a minha gestão", disse.

"Nós conseguimos fazer um conjunto de obras que mostram uma nova face para esse novo Nordeste. Eu me refiro ao porto de Suape, à refinaria Abreu e Lima, duplicação de estradas federais."

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Originalmente, a refinaria foi concebida para ser uma parceria da Petrobras com a estatal venezuelana PDVSA, que teria 40 por cento do projeto, mas essa sociedade ainda não foi fechada. As duas companhias seguem negociando a sociedade mas a estatal brasileira vem construindo a refinaria sozinha.

Dilma também exaltou em diversos momentos de sua fala seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lembrando que ele é nordestino e pernambucano.

Ela aproveitou ainda para elogiar figuras históricas do PSB, como o ex-governador pernambucano Miguel Arraes, avô de Campos morto em 2005, e o escritor Ariano Suassuna, presidente de honra do partido.

Trajetória mantida

A presidente voltou a prometer que o Brasil seguirá em sua trajetória atual que, segundo ele, inclui estabilidade econômica e controle da inflação sem, no entanto, deixar de lado o crescimento econômico.

"O Brasil vai continuar numa trajetória de estabilidade, de controle da inflação, mas de crescimento. Nós vamos continuar sendo um dos países com a menor taxa de desemprego do mundo", afirmou.

A economia brasileira teve expansão de apenas 0,9%, e estimativas do mercado financeiro divulgas pelo relatório Focus do Banco Central nesta segunda apontam expectativa de crescimento de 3% neste ano. A inflação, por outro lado, está próxima do teto da meta do governo, que é de 6,5% ao ano, no acumulado em 12 meses.

Dilma também aproveitou o discurso para reiterar sua defesa para destinar à educação os recursos dos royalties pagos pela exploração do petróleo e repetiu que os investimentos educacionais serão essenciais para garantir o futuro do Brasil.

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