Deputados irão à Justiça contra Feliciano por divulgação de vídeo

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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O deputado, que assumiu o comando da Comissão de Direitos Humanos sob protestos, colocou em seu Twitter um vídeo com ataques a Jean Wyllys, Érica Kokay e Domingos Dutra

Agência Brasil

O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) informou que vai entrar, na tarde desta quarta-feira (20), com representação criminal na Justiça contra o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SC) por causa da divulgação, em redes sociais, de um vídeo com ataques a deputados e a defensores dos direitos dos homossexuais.

A representação contra Feliciano também é assinada pelos deputados petistas Domingos Dutra (MA) e Erica Kokay (DF).

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Wyllys disse que o vídeo foi divulgado por um assessor de Feliciano e faz parte de uma campanha de difamação contra ele. Feliciano assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados sob protesto de parlamentares e de integrantes de movimentos sociais, que o acusam de ter dado declarações homofóbicas e racistas.

"A divulgação desse vídeo é resultado de um contínuo processo de difamação por meio de uma campanha nojenta em que frases mentirosas são atribuídas a mim e vem sendo compartilhadas pelas pessoas em redes sociais. Elas me associam à pedofilia e a ataques aos cristãos, que são mentiras absurdas", disse Wyllys, pouco antes do lançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos, na Câmara.

Bolsonaro bate boca com ativista contra sua permanência na Comissão de Direitos Humanos na Câmara. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaBolsonaro bate boca com manifestantes contrários que ele assuma a presidência da Comissão de Direitos Humanos (11/02/2014). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaJovens fazem beijaço contra Bolsonaro assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos (11/02/2014). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaMarco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos, é alvo de novos protestos nesta quarta-feira (27 de março). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAManifestantes gritam palavras de ordem contra Feliciano antes da reunião da comissão. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAMais cedo, ativistas entregaram um abaixo-assinado online contra a presença de Feliciano na comissão. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAMarco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos, é alvo de novos protestos nesta quarta-feira (27 de março). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAAlvo de protestos, Feliciano troca plenário e faz reunião fechada. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAFeliciano mandou deter um dos manifestantes nesta quarta-feira (27). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAMarco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos, é alvo de novos protestos nesta quarta-feira (27). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAMarco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos, é alvo de novos protestos nesta quarta-feira (27). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAMarco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos, é alvo de novos protestos nesta quarta-feira (27). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAMarco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos, é alvo de novos protestos nesta quarta-feira (27). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAMarco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos, é alvo de novos protestos nesta quarta-feira (27). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAMarco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos, é alvo de novos protestos nesta quarta-feira (27 de março). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAManifestantes furam o bloqueio da segurança e protestam contra Feliciano em reunião da comissão. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaSob protestos, Feliciano não consegue presidir mais uma sessão da Comissão de Direitos Humanos. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaManifestantes protestam na Câmara contra permanência de Feliciano na Comissão de Direitos Humanos. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDeputados quase saem no tapa na primeira sessão de Feliciano na Comissão de Direitos Humanos. Foto: Agência BrasilA Frente Parlamentar em Defesa da Dignidade Humana e Contra a Violação de Direitos discute a repercussão sobre Feliciano na Comissão de Direitos Humano no dia 12 de março. Foto: Antonio Cruz/ABrA Frente Parlamentar em Defesa da Dignidade Humana e Contra a Violação de Direitos discute a repercussão sobre a eleição de Feliciano para a Comissão de Direitos Humano. Foto: Antonio Cruz/ABrProtesto contra Pastor Feliciano na Comissão de Direitos Humanos na Câmara. Foto: Nico Nemer/Futura PressPastor Marcos Feliciano é eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos sob protestos. Foto: Agência CâmaraDeputados do PT e PSOL seguiram o ex-presidente da Comissão, Domingos Dutra (PT-MA), e abandonaram o colegiado. Foto: Alexandra Martins / Agência CâmaraSob protestos, Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, no dia 7 de março. Foto: Alexandra Martins / Agência CâmaraGrupos protestam contra indicação do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Diretos Humanos e Minorias da Câmara, no dia 6 de março. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABrGrupos protestam contra indicação do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Diretos Humanos e Minorias da Câmara, no dia 6 de março. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

De acordo com parlamentares, o objetivo da frente é garantir o debate político de temas pautados por movimentos ligados aos direitos humanos que, para muitos, ficou inviabilizado com Feliciano na presidência da comissão da Câmara voltada ao tema.

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Jean Wyllys informou também que pedirá investigação da Polícia Federal sobre a origem das frases falsamente atribuídas a ele. "O vídeo a gente tem como provar que tem relação com ele [Feliciano], porque foi postado num canal do Youtube que pertence a um assessor dele, mas a campanha difamatória, não. Se ficar provado que [o vídeo] partiu do pastor ou de qualquer assessor, vou entrar com outra representação criminal", acrescentou.

O deputado acrescentou que deixará a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, caso o deputado Pastor Marco Feliciano permaneça na presidência.

Ontem (19), a bancada do PSC pediu explicações sobre a divulgação do vídeo. Segundo o líder do partido, André Moura (SE), Feliciano negou ter qualquer relação com o assunto e disse que tomou conhecimento dos fatos por meio da assessoria.


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