‘Não queremos espaço no governo’, diz Kassab a Dilma sobre ministério ao PSD

Por Brasil Econômico - Pedro Venceslau |

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Apesar do gesto do ex-prefeito, Afif Domingos pode ocupar a pasta da Micro e Pequena Empresa, mas na cota pessoal da presidente

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Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo e presidente do PSD, promoveu ontem uma reviravolta no tabuleiro da reforma ministerial. Durante um jantar com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Alvorada na noite de quarta-feira, ele informou que seu partido ficará fora da Esplanada dos Ministérios. “Eu disse que estamos caminhando para apoiá-la no Congresso e que estaremos juntos na eleição de 2014, mas não queremos espaço no governo”, relatou Kassab ao Brasil Econômico.

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Ainda segundo o ex-prefeito, a presidente reagiu bem e ficou “super contente” com a notícia. Até a surpreendente declaração, dava-se como certo em Brasília que o PSD sairia da reforma com duas pastas em seu comando: Secretaria de Aviação Civil e Ministério da Micro e Pequena Empresa. O partido conta com 50 deputados federais de todas as regiões do País e tem uma das maiores bancadas da Câmara.

Apesar do gesto de desprendimento, o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, que é vice-presidente do PSD, pode ocupar a pasta da Micro e Pequena Empresa, mas na cota pessoal da presidente. “O Afif conversa com a Dilma sobre Micro e Pequena Empresa muito antes de o ministério existir. Ele é a maior referência do Brasil esse assunto e sempre é consultado, desde que Collor estava na Presidência”, pondera o ex-prefeito.

O vice-governador paulista disse ao Brasil Econômico, porém, que não teve nenhuma conversa “profunda” com Dilma sobre o ministério. A aproximação de Afif com o Palácio do Planalto incomoda e preocupa o Palácios dos Bandeirantes, sede do governo paulista comandando pelo PSDB. Presidido pelo vice-governador, o conselho das PPPs (Parecerias Público Privadas) deve ficar com um tucano.

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Em 2014, o PSD, que é composto majoritariamente por parlamentares que eram da oposição na era Lula, deve lançar candidato próprio em São Paulo em vez de apoiar a reeleição de Geraldo Alckmin. O nome mais cotado é o de Kassab. Segundo Afif, o ex-prefeito é o nome mais eleitoralmente viável no Estado. Sua candidatura ajudaria o PSD a eleger uma grande bancada de deputados federais nas eleições do ano que vem.

A decisão de não aceitar cargos no governo Dilma deve durar, segundo Kassab, até a eleição de 2014. Se Dilma vencer, a sigla pode fazer parte da nova gestão.

As primeiras mudanças na Esplanada dos Ministérios devem ser anunciadas pela presidente já na semana que vem. O ex-presidente Lula entrou em cena nos últimos dias para ajudar nas negociações finais. A pasta mais desejada pelos partidos da base aliada é o Ministério dos Transportes, que deve ficar na cota do PR. Depois do senador Blairo Maggi e do atual titular, Paulo Passos, um novo nome surgiu nas bolsas de apostas: o senador paulista e ex-vereador Antonio Carlos Rodrigues. O PMDB de Minas Gerais deve ser contemplado com o Ministério da Agricultura e Brizola Neto, do PDT, deve ser substituído por quadro de seu partido.

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