Presidente da Câmara pede equilíbrio e chama de ‘lamentável’ briga na comissão

Por iG São Paulo |

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Henrique Eduardo Alves disse que se reuniu com os dois grupos do órgão de Direitos Humanos da Casa após briga e tumulto na primeira sessão do pastor Marco Feliciano

O presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), fez nesta quinta-feira (14) um apelo para que os membros da Comissão de Direitos Humanos e Minorias tenham “equilíbrio” e “responsabilidade” para superar a polêmica em torno da eleição do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à presidência do colegiado.

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Agência Brasil
Deputados quase saem no tapa na primeira sessão de Feliciano na Comissão de Direitos Humanos

Ontem, a primeira sessão de Feliciano foi marcada por bate-boca e tumulto. Dois deputados quase saíram no tapa. Jair Bolsonaro (PP-RJ) irritou Domingos Dutra (PT-AM), o antecessor na comissão, quando se dirigiu à deputada Erika Kokay (PT-DF). O deputado do PP carioca disse para Érica “fechar a boquinha que fala muito”. Bolsonaro também teria chamado Dutra de “bundão”.

Henrique Alves classificou como “lamentável” a sessão. “Pedi aos grupos representados [na comissão] ponderação, equilíbrio e responsabilidade. Vamos aguardar os próximos dias para que isso realmente possa acontecer nessa comissão que é muito importante para esta Casa”, disse Henrique Alves ao lado do pastor Marco Feliciano e do líder do PSC, deputado André Moura (SE).

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“Fiz ver, a ambos os grupos, a preocupação desta Casa com a Comissão de Direitos Humanos para que ela possa ter um comportamento de equilíbrio, moderação e responsabilidade, porque ela há de representar também o comportamento desta Casa”, acrescentou o presidente da Câmara.

O deputado Pastor Marco Feliciano tem recebido críticas por ter feito comentários ofensivos a homossexuais e negros. Ontem (13), ele pediu desculpas públicas a quem se sentiu ofendido pelos seus comentários nas redes sociais. O pedido, no entanto, não foi bem recebido por manifestantes defensores dos direitos dos homossexuais que acompanharam a sessão.

Com Agência Brasil

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