Feliciano é alvo de protestos e pastor convoca evangélicos em defesa de deputado

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Em vídeo, pastor da igreja de Feliciano diz que manifestantes estão tentando calar a igreja e conclama ‘força crente’ contra manifestantes

O novo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), foi alvo de protestos na noite de ontem (10) antes de realizar um culto na Igreja Assembleia de Deus - Catedral do Avivamento, em Franca, interior de São Paulo.

Mais de 200 pessoas, com cartazes, faixas e gritos de ordem, protestaram na porta da Igreja contra o fato do deputado, autor de declarações racistas e homofóbicas, ter assumido a presidência da Comissão

Leia mais:
Celebridades criticam presidente da Comissão de Direitos Humanos 
Grupos protestam contra nomeação de Feliciano para Comissão de Direitos Humanos

Alexandra Martins / Agência Câmara
Sob protestos, Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara

Os manifestantes garantem que o protesto foi pacífico. Já o deputado alegou em nota que a ação foi feita por "ativistas gays" que teriam tentado invadir o templo.

Por causa da manifestação, Marco Feliciano, que é de Orlândia (SP), na região de Franca, disse que não divulgará mais sua agenda via internet. Ele afirma que foi agredido com palavras de baixo calão, ameaças de violência e depredação.

"O pastor Marco Feliciano estava acompanhado de sua família, inclusive com suas crianças que, aos choros, se apavoraram quando os manifestantes atacaram o carro onde estavam", diz a nota, que também anuncia que o pastor "já está procurando as autoridades para tomar todas as medidas cabíveis".

Câmara: Sob protestos do PT e PSOL, Pastor Feliciano é eleito presidente da Comissão
TV iG: Feliciano é homofóbico e já fez declarações racistas, diz Jean Wyllys

Em sua conta no Twitter, Feliciano atribuiu as agressões à “perseguição religiosa”.

“Hoje eu vi a intolerância encarnada. Minhas filhas pequenas de 10 e 11 anos chorando e se agarrando a mim dizendo vão nos machucar papai?”, escreveu.

Os manifestantes eram, em sua maioria, estudantes universitários da Unesp. Eles chegaram por volta das 18h30 na frente do templo e ficaram até as 20h30. Quatro viaturas da Polícia Militar acompanharam a manifestação.

Leia mais: Pastor Marco Feliciano responde a ação por estelionato no STF
Vítima: 'Quase fui linchada', diz mulher que acusa deputado Feliciano de estelionato

"Ele é homofóbico e machista declarado, não pode ocupar um cargo voltado aos direitos humanos", gritou uma jovem. Por causa da manifestação, Marco Feliciano, que é de Orlândia (SP), na região de Franca, disse que não divulgará mais sua agenda via internet.

Força crente

Em vídeo publicado na madrugada de ontem, um pastor não identificado da igreja de Feliciano em Ribeirão Preto usa as cenas do protesto, editadas com uma música sensacionalista ao fundo, para convocar todos os evangélicos da região para se unirem em defesa de Feliciano.

“Hoje foi a nossa igreja, amanhã pode ser a sua. Não pense que isso é por causa do Pastor Feliciano, não é”, diz em referência à suposta intolerância religiosa. “Eles estão vindo contra a igreja, estão tentando nos calar.”

Defesa: Deputado Marco Feliciano nega golpe em show gospel e diz que estava doente
Feliciano: 'Não sou contra a comunidade LGBT, sou contra seus ativistas'

No vídeo, o pastor, que não se identifica, diz que Marco Feliciano estará presente para explicar pessoalmente e “com detalhes” porque ele estaria sendo perseguido.

O pastor Silas Malafaia, líder de outra dissidência da Assembleia de Deus, a Vitória em Cristo, já anunciou estar em defesa de Feliciano. Também polêmico, Malafaia promete usar seu programa na TV para esclarecer os motivos por trás da suposta "campanha" contra Feliciano.

Com informações da Agência Estado

Leia tudo sobre: FelicianoPastorPSCComissão de Direitos HumanosCâmaraCongressoGaysHomofobia

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas