O vice-presidente Michel Temer (PMDB) defendeu a suspensão de pagamentos determinada por Sérgio Cabral e disse que governo agora só pode respeitar decisão do Congresso

Agência Estado

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), afirmou que o governo não tem mais como agir para recompor os vetos da presidente Dilma Rousseff sobre a divisão dos royalties do petróleo que garantia maior fatia aos estados produtores, derrubados pelo Congresso . "A posição do governo federal era no sentido de preservar os contratos antigos, já assinados. Agora não há o que fazer na União", disse ele, durante visita a Tietê (SP), sua cidade natal. "O veto se baseou na tese da inconstitucionalidade, mas foi derrubado e temos que preservar (a decisão)".

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Temer considerou que a posição do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), em suspender pagamentos do Estado , após a decisão pela divisão igualitária dos recursos, ocorreu "porque realmente o Rio de Janeiro tem um prejuízo fantástico com essa modificação". O vice-presidente defendeu uma "nova conversa" e "uma composição" entre os Estados para evitar os prejuízos dos produtores de petróleo, principalmente Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. "Há ainda a manifestação dos estados ao Supremo Tribunal Federal ,que dará a última palavra", completou.

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O vice-presidente, ex-presidente da Câmara por três vezes e deputado federal por 24 anos, evitou ainda polêmicas com outros assuntos do Legislativo. Ele não quis comentar a eleição do pastor Marco Feliciano (PSC-SP), acusado de homofobia e racismo, para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara . Já o adiamento da votação do Orçamento da União de 2013, na madrugada de hoje, foi minimizado por Temer. "Foi por falta de quórum; na semana que vem vota e a vida continua", concluiu.

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