Sob vaias, Comissão de Direitos Humanos suspende sessão que elegeria pastor

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Colegiado voltará a se reunir na quinta-feira para eleger o novo presidente do colegiado; o indicado, Feliciano, é acusado de racismo e homofobia e enfrenta resistências

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara adiou a escolha do seu presidente nesta quarta-feira (7) após reunião marcada por vaias, gritos, bate-bocas e muito tumulto. O indicado, o pastor Marcos Feliciano (PSC-SP), é acusado de racismo e homofobia, e sofre resistências de membros da comissão e de movimento sociais. O colegiado voltará a se reunir nesta quinta-feira (7), às 9h30, em nova tentativa para eleger o presidente. A reunião, no entanto, será fechada.

Assista: Indicação de pastor provoca tumulto da Comissão de Direitos Humanos

TV iG: Feliciano é homofóbico e já fez declarações racistas, diz Jean Wyllys

"Vou devolver para os líderes e para o presidente da Câmara o abacaxi que criaram. Quem pariu Mateus, que o embale", disse Domingos Dutra, atual presidente da Comissão de Direitos Humanos, ao suspender a sessão.

O líder do PSC, deputado André Moura (SE), afirmou que o partido não pretende rever a decisão de ter indicado o nome de Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos. "Em 18 anos, nunca vi uma situação dessas. Não tenho condições de votar nele (Feliciano)", afirmou o deputado Nilmário Miranda (PT-MG), ex-secretário de Direitos Humanos do governo Lula.

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O PSC ficou com a presidência da Comissão depois de acordo de líderes. Antes da votação, o PMDB, o PSDB e o PP cederam suas vagas para o PSC, que ficou com cinco vagas de titular. A bancada evangélica se uniu para apoiar o nome do pastor. "Vim aqui respaldar o nome dele. Ele tem formação humanista e cristã", disse João Campos (PSDB-GO), presidente da Frente Parlamentar Evangélica, e suplente da Comissão.

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