Câmara deve votar fim de salários extras pagos a deputados e senadores

Por iG São Paulo |

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Cada um dos parlamentares recebe 14º e 15º salários todos os anos, que somam R$ 53.446,26, a título de ajuda de custo

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e os líderes partidários escolheram o projeto que acaba com o 14º e o 15º salários dos parlamentares para ser analisado nesta quarta-feira após a retomada dos trabalhos legislativos. O projeto, aprovado no ano passado pelos senadores, põe fim aos dois salários extras, de R$ 26.723,13, pagos anualmente em dezembro e em fevereiro, para cada parlamentar a título de ajuda de custo.

Senado: Renan anuncia reforma para tentar diminuir gastos e desperdícios

Alves nega que a escolha do primeiro projeto seja uma tentativa de recuperar a credibilidade dos políticos. Desde o fim do recesso no início do mês até a semana passada, as votações da Câmara se restringiram a medidas provisórias.

Ele também anunciou a votação do projeto de reforma política na primeira semana de abril. Até lá, os partidos tentarão chegar a um acordo para a proposta.

Para permitir a votação do projeto do fim dos salários extras na sessão de hoje, os líderes partidários assinaram um requerimento considerando o regime de urgência, com cortes de etapas de tramitação, para a proposta. 

Leia também: Votação de Alves na Câmara foi mais apertada que a de Renan no Senado

O projeto enviado pelo Senado mantém os salários extras no início e no fim do mandato, ou seja, duas ajudas de custo no período de quatro anos e não mais a cada ano, como é atualmente. De acordo com a proposta, a ajuda é "destinada a compensar as despesas com mudança e transporte" do parlamentar ao assumir o mandato em Brasília e, ao final, para voltar ao Estado de origem.

Com Agência Estado

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