Congresso seguirá desmoralizado sem reforma política, diz vice do Senado

Por Nivaldo Souza - iG Brasília |

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Segundo homem mais importante da Casa, Jorge Viana (PT-AC) critica falta de união entre deputados e senadores para mudar imagem negativa

O boné preto e a camiseta amarela destoavam da imagem tradicional do terno e gravata usado no plenário do Senado durante a semana. Mas foi assim, descontraído enquanto comia pastel na Feira do Guará, mercado popular de Brasília, que o senador Jorge Viana (PT-AC) foi abraçado neste sábado (23) por Marina Silva, que panfletava no local pela criação de seu partido.

O clima descontraído, após a passagem da conterrânea e ex-colega de PT, fez Viana esboçar seus argumentos de defesa por uma reforma política que elimine “os partidos de aluguel”. “Sem a reforma política, vamos ter a política se desmoralizando”, afirmou.

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Vice-presidente do Senado, Viana avalia que existem muitos projetos dispersos falando em reforma política no Congresso, mas nenhum deles chamando as diferentes correntes políticas para debater mudanças. “Se a Câmara e o senado quiserem se encontrar com o interesse público, têm de fazer a reforma política”, diz.

“A reforma política não sai por causa do político”, afirma. O senador diz que a maioria dos colegas de Congresso não quer perder o fundo partidário para um modelo de financiamento público de campanha mais regulado. “Isso sempre deu certo para muitos, por que mudar?”, observa.

Segundo homem mais forte do Senado, Viana pode assumir a presidência da Casa no lugar de Rena Calheiros (PMDB), caso o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite denúncia da Procuradoria-Geral da República contra ele pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documentos falsos e peculato.

Os mesmos crimes levaram Renan a renunciar a presidência em 2007. Na ocasião, a cadeira mais importante do Congresso foi ocupada pelo então senador Tião Viana (PT-AC), irmão do atual vice-presidente. À época, Jorge era governador do Acre. Agora, os papeis se inverteram e Tião vai buscar a reeleição no governo estadual em 2014.

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