Vereador pede que Câmara de São Paulo apure denúncias contra Aurélio Miguel

Por Natália Peixoto , iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Toninho Vespoli (PSOL) protocolou pedido para que plenário investigue denúncias de enriquecimento ilícito apresentado contra o ex-judoca

O vereador de São Paulo Toninho Vespoli (PSOL) entrou com um pedido de abertura de investigação contra o ex-judoca Aurélio Miguel (PR). Há suspeitas de envolvimento do vereador com o esquema de propina armado por Hussain Aref Saab, ex-diretor do Aprov (órgão da prefeitura que aprova imóveis) para liberar alvarás de shoppings na capital paulista.

Defesa: ‘Não tenho nada a temer’, diz vereador Aurélio Miguel sobre acusação de propina

Aref: MP pede bloqueio de bens de ex-servidor acusado de receber propina

O caso: Ex-servidor da Prefeitura de SP pode ter levado R$ 4 mi em propina

Câmara Municipal de São Paulo
Vereador Aurélio Miguel

Aref deixou o cargo após as denúncias no ano passado e, assim como Miguel, também é alvo de ação movida pelo Ministério Público.

Vespoli diz que a Câmara “não pode ignorar as suspeitas” e que é preciso que os próprios vereadores investiguem as denúncias, não deixando “apenas nas mãos da Justiça”.

A denúncia ainda precisa passar pela Corregedoria da Câmara e, caso seja aceita pelo relator designado, deverá ser avaliada por todo o plenário.

A Corregedoria desta legislatura, no entanto, ainda não está formada. O atual corregedor, o vereador Rubens Calvo (PMDB), afirmou que já pediu para os partidos indicarem “com urgência” os demais membros do colegiado, para que a comissão dê início aos trabalhos, começando pela denúncia de Vespoli.

Segundo Calvo, a previsão é de que os nomes dos novos integrantes da Corregedoria sejam definidos até a próxima semana.

Entenda as denúncias contra Aurélio Miguel

Segundo reportagem do jornal "Folha de São Paulo", o vereador Aurélio Miguel multiplicou seu patrimônio depois de se eleger vereador na capital paulista. Parte desse patrimônio teria sido obtida por meio de propinas pagas por Aref e pelos dirigentes da Brookfield, empresa responsável por obras de shoppings. O objetivo era fazer o vereador não revelar as irregularidades descobertas por ele ao dirigir a CPI do IPTU, na Câmara Municipal, entre 2008 e 2009.

Seus bens, somando as declarações de pessoa física e jurídica, chegariam aos R$ 25 milhões, com 25 imóveis, contra o R$ 1,4 milhão, em valor atualizado, declarado em 2004, quando concorreu em sua primeira eleição. Seu patrimônio pessoal é compatível com sua renda, de acordo com o Ministério Público, ao contrário dos bens de suas empresas, que detêm 13 dos 25 imóveis do vereador.

Aref e os dirigentes da Brookfield negam as acusações. Eles foram denunciados criminalmente em 2012 por corrupção e formação de quadrilha, e a Justiça ainda analisa se aceita a denúncia.

Leia tudo sobre: VereadoresCâmaraAurélio MiguelArefigsp

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas