No Congresso, o senador mineiro e provável candidato à Presidência afirmou que Dilma ainda está 'longe de cumprir suas promessas da campanha de 2010'

Aécio Neves lista os 13
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Aécio Neves lista os 13 "fracassos" do PT no governo em discurso no Congresso

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta quarta-feira (20) que a presidente Dilma Rousseff "chega à metade do trabalho longe de cumprir suas promessas da campanha de 2010".

Para se contrapor à comemoração que o PT fará nesta noite de 10 anos no comando do governo federal, Aécio atacou o partido e listou os 13 "fracassos" das gestões petistas no comando do País. Para o senador tucano, o Brasil não está sendo governado pela "lógica da reeleição".

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Em discurso no Congresso , Aécio disse que o País está estagnado e que os recursos do governo têm sido gastos somente com propaganda, como é, na opinião dele, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma das vedetes do governo federal.

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O senador disse que o governo foi poupado porque a economia cresceu menos e, segundo ele, a infraestrutura do setor foi construída pelo governo Fernando Henrique Cardoso. "Esse risco (do apagão) só não é maior porque o parque termoelétrico da gestão Fernando Henrique Cardoso, tão combatido pelo PT, opera com a capacidade máxima", disse.

"Hoje seria um ótimo dia para que o PT revisitasse a sua história", criticou. "O Brasil não foi descoberto pelo ano de 2003", afirmou o senador tucano em discurso no plenário do Senado.

"De forma incorreta o PT trata como iguais as realidades diferentes que marcaram governo do PT e do PSDB", disse Aécio em referência à cartilha petista . Ele disse que falta aos petistas "autocrítica, humildade e reconhecimento".

"Fato é que, no governo, eles deram continuidade às políticas criadas e implantadas pelo presidente Fernando Henrique", argumentou. O legado tucano também foi defendido na terça-feira pelo próprio Fernando Henrique em vídeo divulgado na Internet.

Entre os 13 pontos criticados por Aécio, estão a perda de credibilidade dos investidores e do mercado na condução da política econômica do país; as medidas adotadas pelo governo em relação a marcos regulatórios que na sua avaliação estão prejudicando as estatais Petrobras e Eletrobrás; e a falta planejamento ao governo petista na área de energia, que só não teria resultado em racionamento no setor pelo baixo crescimento econômico.

Com Agência Estado e Reuters

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