PMDB é o sexto partido mais leal ao governo Dilma no Congresso

Por Brasil Econômico - Pedro Venceslau |

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Levantamento com base nas votações de interesse do governo mostra que PR foi o partido mais 'desleal' da base

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Apesar de ter ao seu lado uma base aliada de 14 partidos e da ampla maioria dos parlamentares do Senado e da Câmara, a presidente Dilma Rousseff perdeu apoio político no Congresso Nacional. Segundo um levantamento que a consultoria Arko Advice finalizou na semana passada, o Palácio do Planalto contou com uma média de apoio de 45,85% dos 513 deputados em 2012, contra 54,47% em 2011. Esse número se refere às votações dos projetos de interesse do governo nos dois anos - 83 em 2011 e 54 em 2012.

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No Senado, a presidente também viu sua influência ser reduzida: de 57,87% em 2011 para 56,32% no ano passado. Segundo o pesquisador Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice e um dos coordenadores do estudo, os partidos mais leais ao governo no Congresso em 2012 foram respectivamente o PT e o PCdoB.

Já a legenda mais desleal foi PR. O poderoso PMDB, que comanda 5 ministérios, além da vice-presidência da República e do comando das duas casas do Congresso, ficou na modesta sexta posição no ranking de adesão ao governo. “A presidente conta com uma base muito fragmentada. São muitos partidos disputando cargos limitados e recursos escassos”, explica Noronha. Para se ter uma ideia: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso contou com apenas cinco partidos em sua base aliada para ter maioria no Congresso.

Dilma e Lula precisaram de 14. “Há nitidamente um descontentamento dos partidos com o tratamento do Executivo com o Legislativo”, pontua o analista da Arko Advice. Para ilustrar esse sentimento, ele usa o caso do PR, que detém o título de pior “aliado” de Dilma. “O partido não considera que o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que é do PR, seja da cota do partido”. Outra explicação para as derrotas legislativas do governo é que boa parte dos temas que entraram em pauta, como o Código Florestal e os royalties do pré-sal, é de interesse federativo e suprapartidário.

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Em 2012, a presidente Dilma Rousseff sofreu oito derrotas emblemáticas na Câmara. O estudo registrou, ainda, uma queda no percentual de apoio do PMDB ao Planalto entre 2011 e 2012. No primeiro ano de Dilma no poder, foi verificado o maior índice de apoio da sigla ao governo na Câmara: 65,06% da bancada nas votações de interesse presidencial. Em 2012 esse número caiu para 50,3%. Entre os senadores peemedebistas, a taxa de apoio aos projetos palacianos foi de 56,94% em 2012, bem abaixo dos 61,30% de 2011%.

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