Marco Aurélio Garcia se recupera bem de cirurgia e deve deixar UTI na sexta

Por iG São Paulo |

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Assessor especial de Dilma passou por cirurgia cardíaca para colocar quatro pontes de safena e não deve deixar o hospital antes de uma semana

Após ser submetido a uma cirurgia cardíaca na quarta-feira, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, o ministro Marco Aurélio Garcia, deve deixar a unidade de terapia intensiva (UTI) do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal na sexta-feira (8).

Em entrevista nesta quinta-feira, a equipe médica responsável pelo procedimento informou que o ministro recupera-se bem – respira sozinho, está sentado e conversa com parentes. Quando seguir para o quarto, deve permanecer no hospital por um período de cinco a sete dias.

Agência Brasil
Marco Aurélio Garcia passa bem após ser submetido a uma cirurgia cardíaca

A diretora do instituto, a médica Núbia Vieira, explicou que durante check up feito no último fim de semana foram identificadas lesões obstrutivas em artérias importantes do coração do ministro. A cirurgia para a colocação de quatro pontes, de caráter preventivo, foi feita para evitar um infarto, já que ele apresentava sintomas de obstrução coronária como dor torácica.

“Ele tinha viagens programadas para a Argentina e para a África. Se a gente não fizesse naquele momento, não teria como fazer”, disse. “Marco Aurélio não infartou previamente. Em momento algum ele teve um infarto”, ressaltou a médica.

Após receber alta, o ministro deve retornar ao hospital em 15 dias para uma nova avaliação e só depois será liberado pela equipe médica para retomar os trabalhos. Núbia informou ainda que a presidente Dilma Rousseff chegou a conversar com o assessor antes da cirurgia e com o filho dele logo depois do procedimento. Um profissional de saúde da Presidência da República esteve hoje no hospital para uma visita.

O assessor especial tem 71 anos e está internado desde sábado após passar por uma bateria de exames. Garcia é uma das referências para a política externa, principalmente para a América Latina e África. Ele faz parte do governo desde o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na virada do ano, viajou para Cuba para obter informações sobre o estado de saúde do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Em entrevista a jornalistas no início de janeiro, ele rechaçou qualquer possibilidade de golpe no país e disse que a prorrogação do tempo de espera para a recuperação de Chávez não seria uma estratégia governista, mas um cumprimento da Constituição da Venezuela.

Com Agência Brasil

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