Renan enfrenta Taques, mas é favorito na eleição para presidente do Senado

Por iG São Paulo |

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Senador do PMDB já presidiu a Casa e foi denunciado ao STF na semana passada por escândalo que o fez abandonar o cargo em 2007

O Senado elege nesta sexta-feira (1º) seu novo presidente e escolhe os membros da Mesa Diretora para comandar a Casa no biênio 2013-2014. Estão no páreo os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), favorito na disputa com apoio da maioria dos partidos da base aliada, e Pedro Taques (PDT-MT), que representa o grupo de independentes que discordam da candidatura do peemedebista.

Numa tentativa de enfrentar as críticas que vem recebendo por tentar retornar ao comando da Casa, Renan fez um discurso baseado na ética e disse que o Senado tem compromisso com a Lei da Ficha Limpa. “A ética é responsabilidade de todos nós, não é um fim em si mesmo”, afirmou. O adversário Taques, que falou antes do peemedebista, fez um discurso em que admitiu ser o “perdedor da disputa” e se definiu como “anticandidato”.

Eleição no Senado: Renan se diz confiante e evita comentar denúncia ao STF

Ontem, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) desistiu de concorrer ao cargo em favor de Taques.

Agência Brasil
Renan (e) deve suceder Sarney (c) no Senado

Renan já presidiu o Senado e renunciou ao comando da Casa em 2007 em meio a denúncias de que teria usado um lobista de uma empreiteira para pagar pensão alimentícia ao filho que teve fora do casamento com a jornalista Mônica Veloso. Na semana passada, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, denunciou o senador ao STF .

Mesmo sob denúncias, a estimativa é que Renan obtenha entre 55 e 60 votos favoráveis à sua candidatura para suceder José Sarney (PMDB-AP), atual presidente do Senado. Para se eleger nesta sexta-feira (1º), Renan precisa dos votos de metade dos presentes mais um (maioria simples). As dissidências deverão ficar entre 20 e 25 votos.

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A candidatura de Renan também gerou descontentamento entre alguns colegas senadores e provocou uma mobilização na Internet e nas redes sociais. Um site de petições online afirmou ter recolhido, até o início da noite desta quinta, mais de 260 mil assinaturas de internautas contrários à eleição de Renan.

A sessão será conduzida pelo atual presidente, José Sarney (PMDB-AP). Uma vez eleito o sucessor de Sarney, caberá a ele encerrar a sessão e convocar outra, de imediato, para eleger o primeiro e o segundo-vice-presidentes, quatro secretários e o mesmo número de suplentes, que será conduzida pelo novo presidente.

Agência Senado
Taques representa o grupo dos independentes

Os nomes são indicados pelas bancadas partidárias. A prioridade na escolha do cargo está vinculada ao número de senadores diplomados, por bancada, nas últimas eleições. Dessa forma, cabe ao PMDB a indicação do presidente, no caso o líder do partido, Renan Calheiros.

Além dos cargos da Mesa, será renovado o comando das 11 comissões permanentes. A votação dos novos nomes para as comissões não precisa, necessariamente, ocorrer nesta sexta-feira.

Caberá aos representantes indicados pelos partidos para cada comissão eleger os presidentes e vice. Também nas comissões cabe a apresentação de candidatura avulsa, que concorrerá com o indicado pelo partido que tem direito, pela proporcionalidade, à indicação.

Com Agências Brasil, Senado e Estado, e Reuters

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