Garotinho reclama de ‘interferência’ no PR

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Candidato a líder do PR na Câmara, disse ter apoio de 26 dos 35 deputados do partido

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Ex-prefeito Cesar Maia (esq), do DEM, e o ex-governador Anthony Garotinho se reúnem para anunciar aliança

Candidato a líder do PR na Câmara, o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho disse nesta quinta-feira (24) que tem apoio de 26 dos 35 deputados do partido e que "qualquer coisa diferente disso (ser escolhido o novo líder) pode ser considerada uma interferência externa na vontade da bancada". O deputado vai formalizar a candidatura no dia 28 e a eleição acontece em 1º de fevereiro.

Pré-candidato ao governo do Rio e ferrenho adversário do governador Sérgio Cabral (PMDB), Garotinho disse ter identificado "interesses particulares" de políticos próximos à presidente Dilma Rousseff contra a sua candidatura. Garotinho, porém, não enxerga nenhuma ação direta de Dilma. "São questões regionais, particulares, não acho que a presidente Dilma possa ver em mim qualquer empecilho para o projeto de poder dela", afirmou.

Aliados da presidente têm dito que Garotinho na liderança do PR enfraquece o apoio do partido à reeleição de Dilma em 2014. Para o deputado, no entanto, o que está em jogo é um esforço para evitar que seu nome ganhe visibilidade para a futura disputa estadual. "Só pode ser medo do pessoal ligado a Lindbergh Farias". O senador Lindbergh é pré-candidato do PT ao governo do Estado e deverá enfrentar, além de Garotinho, o vice-governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), candidato de Cabral.

Leia mais - STF rejeita denúncia contra Anthony Garotinho por compra de votos

O deputado do PR disse ter sido informado de que a chefe da Casa Civil, a petista Gleisi Hoffmann, pré-candidata ao governo do Paraná, quer o deputado Fernando Giacobo (PR-PR) na liderança. Segundo Garotinho, Giacobo, presidente do PR paranaense, poderia, como líder, facilitar uma aliança do partido com o PT no Paraná. "A liderança não deve ser de um Estado, tem que refletir o espírito da bancada. Nenhum dos deputados que assinaram minha indicação telefonou para retirar o apoio", afirmou.

Independente

O ex-governador tem agido de forma independente no Congresso e em várias ocasiões fez críticas ao governo Dilma e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Garotinho negou que, se assumir a liderança, vá trabalhar contra uma possível reaproximação do PR com a presidente, mas disse que a volta do partido à base depende de um gesto do governo.

"Eu não seria motivo de dificuldade para uma reaproximação com a presidente Dilma Rousseff. Não vamos fazer oposição nem ser situação. A resposta virá de acordo com a maneira como o governo tratar o partido."

Garotinho afirmou que sua candidatura a governador "continua firme", mas negou qualquer negociação com o PSDB. O presidente do PSDB-RJ, Luiz Paulo Corrêa da Rocha, também negou. 

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