Renan pode fazer 'belíssima gestão' no comando do Senado, diz Temer

Por iG São Paulo |

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Vice-presidente minimiza denúncias contra senador do PMDB, a quem apoia na disputa pelo comando da Casa

A pouco mais de uma semana para a eleição do novo presidente do Senado, marcada para 1º de fevereiro, o vice-presidente da República, Michel Temer, definiu o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) como um nome que tem tradição no PMDB e pode fazer uma “belíssima gestão” na casa. Renan deve disputar o cargo com os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que quer ser uma alternativa aos que resistem ao nome do peemedebista, e Pedro Taques (PDT-MT), que deve oficializar sua candidatura na próxima semana

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Ao ser perguntado se a credibilidade de Renan estava comprometida devido às denúncias em relação ao parlamentar, que já o tiraram da cadeira de presidente do Senado uma vez, Temer disse que não. “Vai depender muito da gestão que ele venha a fazer. Ele fazendo uma gestão correta, adequada, eu acho que isso ao invés de prejudicá-lo vai enaltecê-lo.”

O vice-presidente, que fez hoje (23) uma visita de cortesia ao presidente do Senado José Sarney, também comentou a disputa na Câmara dos Deputados. Lá, no dia 4 de fevereiro, Henrique Alves ( PMDB-RN), Rose de Freitas ( PMDB-ES) e Júlio Delgado(PSB-MG) vão disputar a presidência da Casa, atualmente ocupada por Marco Maia (PT-RS). “Na Câmara, teremos uma coisa extremamente democrática, com disputa. E o melhor candidato, aquele que ganhar a simpatia da bancada vai ser eleito”, afirmou.

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O vice-presidente da República disse ainda que o governo tem tomado providências para não prejudicar os Estados na questão dos repasses do fundo. Com base em um parecer do Tribunal de Contas da União, o Executivo liberou a primeira parcela do fundo com base nos critérios de rateio do ano passado.

Em 2010, o Supremo Tribunal Federal havia considerado a fórmula de distribuição de recursos ilegal e deu prazo até o final de 2012 para que o Congresso aprovasse uma nova lei - o que não foi feito. "Eu acho que muito proximamente o Congresso Nacional deverá se reunir para decidir esta matéria", disse Temer. Perguntado se o Congresso não demorou muito para decidir, o vice-presidente disse que o Legislativo "tem o seu tempo". "Acho que no seu tempo vai decidir", frisou.

Com Agência Estado e Agência Brasil

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