Lula gastará energia para manter aliança com PMDB e PSB, diz ex-ministro

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Vannuchi, hoje diretor do Instituto Lula, afirmou que Dilma é a candidata em 2014 e que Aécio disputará a próxima eleição para perder

Agência Estado

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O ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos e diretor do Instituto Lula Paulo Vannuchi negou nesta segunda-feira que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha a intenção de se candidatar à sucessão presidencial nas eleições gerais de 2014. "Na disputa federal, ele (Lula) vai gastar toda a energia para a manutenção da aliança entre PT, PMDB e PSB", disse o ex-ministro, avaliando que a aliança teria sofrido arranhões pelas tensões provocadas pelo processo municipal de outubro do ano passado.

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Sobre o pleito de 2018, o ex-ministro também descartou a possibilidade de Lula vir a disputar o pleito. E disse que ouviu de Lula que ele não pretende disputar a última eleição da década e que não se opõe a uma candidatura de aliados do PT. Na avaliação do ex-ministro, Lula poderia ser o candidato só em caso de uma "crise institucional", o que no seu entender está fora de cogitação.

O ex-ministro refutou também que haja uma crise entre Lula e a presidente Dilma Rousseff, afirmando que ela será a candidata em 2014. "Eu nunca vi um nível de entrosamento como o desses dois (Lula e Dilma)", afirmou Vannuchi, que participou hoje de encontro com intelectuais da América Latina, promovido pelo Instituto Lula, em São Paulo.

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Ao falar de política, Vannuchi aproveitou para alfinetar o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), afirmando que ele "não é candidato para valer" em 2014. "Ele é (candidato) em 2018. A construção (da candidatura) agora é disputar para perder."

Vannuchi revelou que o ex-presidente proibiu que seus assessores próximos falassem sobre a candidatura dele ao governo do Estado de São Paulo. Sobre a entrevista do marqueteiro João Santana, que levantou essa possibilidade, Vannuchi falou que já teve uma conversa com o publicitário e que o marqueteiro deixou claro a importância do peso político de Lula em uma sucessão estadual.

O ex-ministro declarou que Lula iniciará uma série de viagens pelo País, mas, assim como outros assessores do ex-presidente, negou que elas sejam uma reedição da caravana da cidadania. A intenção, segundo Vannuchi, é de se reunir com segmentos e grupos sociais, como trabalhadores rurais, para discutir questões mais pontuais.

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