Reeleito em BH, Marcio Lacerda exalta Aécio e se distancia do PT

Por Agência Estado |

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Em discurso, prefeito reeleito citou aliança desfeita com o partido da presidenta Dilma Rousseff

Agência Estado

O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), assumiu seu segundo mandato hoje mantendo distanciamento em relação ao governo federal e ao PT, com o qual rachou às vésperas das eleições de outubro passado. Em seu discurso de posse, na Câmara Municipal, o socialista ressaltou o "fruto do aprendizado" que resultou de "frustrações" ao longo de seu primeiro mandato e citou nominalmente apenas o senador Aécio Neves (PSDB-MG), seu principal fiador político após o distanciamento do partido da presidente Dilma Rousseff e provável candidato da oposição na corrida presidencial de 2014.

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No último dia 21, ao lado de Dilma, Lacerda já havia ignorado a presidenta ao discursar na cerimônia de reinauguração do estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão. Ao lado de Aécio, o prefeito exaltou apenas o senador tucano, que, no discurso de hoje, recebeu o "reconhecimento" do socialista como "líder maior" da última campanha eleitoral. Aécio foi o capitão da candidatura socialista na vitória, em primeiro turno, contra o ex-ministro Patrus Ananias (PT), candidato apoiado pelo governo federal após o fim da aliança na capital mineira.

Em 2008, Lacerda foi eleito com apoio de Aécio e do então prefeito e atual ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), com o presidente do diretório do PT em Belo Horizonte, Roberto Carvalho, como vice. Carvalho e o prefeito se desentenderam logo no início do mandato e o petista foi o principal defensor de uma candidatura própria da legenda, o que resultou no racha formalmente declarado após o socialista negar aliança proporcional com o até então aliado. "Conseguimos trabalhar em harmonia até 2012, quando a aliança se desfez", lembrou hoje o prefeito.

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Apesar dos elogios que sempre fez a Pimentel, Lacerda ignorou o ex-padrinho, com quem não mantém contato desde o racha dos dois partidos e fez apenas uma referência, sem citar diretamente o petista, que tendências políticas puseram aliados em "lados opostos". O ministro é o nome preferido do PT para a disputa pelo governo mineiro em 2014. Sem um nome natural para a sucessão do governador Antonio Anastasia (PSDB), tucanos tentam catapultar Lacerda para o pleito.

Uma candidatura do socialista ofereceria um palanque robusto no Estado para a corrida presidencial de Aécio, com um nome em ascensão no partido presidido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, cortejado pelo governo e oposição para a disputa de 2014. O prefeito da capital mineira, porém, tenta evitar o início de um eventual embate com o governo federal. "Ainda tenho muita coisa para fazer e não tenho o interesse de me candidatar a nenhum outro cargo", afirmou, em entrevista, após assumir o segundo mandato.

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