Ministério Público denuncia e pede a prisão de ex-diretor da Prefeitura de SP

Hussain Aref Saab foi denunciado por três crimes sob acusação de liberar obras de shoppings na capital paulista em troca de propina

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O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou por formação de quadrilha, concussão (achaque) e corrupção passiva o ex-diretor do Departamento de Aprovação de Edificações (Aprov) da Prefeitura Hussain Aref Saab e pediu à Justiça sua prisão preventiva. Aref é acusado de liberar obras de shoppings em troca de propina - dez pagamentos são relatados na denúncia, somando R$ 4.514.600,00.

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A acusação foi apresentada, em sigilo, em 8 de novembro, e a Justiça ainda não se manifestou. O advogado de Aref, Augusto de Arruda Botelho, diz que a denúncia dos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) é infundada e o pedido de prisão, absurdo. Além de Aref, foram denunciados por formação de quadrilha e corrupção ativa quatro diretores da Brookfield Gestão de Empreendimentos (BGE) e dois sócios de empresas que prestavam serviços à BGE.

Os promotores pediram também a decretação da prisão de Manoel Bayard, presidente da Brookfield, de Pedro Augusto do Nascimento Junior, sócio da empresa PAN, e de Antonio Carlos Chapela Nores, sócio da empresa Seron. Para o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que defende Bayard e outros diretores da BGE, não foi "demonstrada a necessidade de encarceramento cautelar". A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo não localizou os advogados de Nascimento Junior e de Nores.

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Os promotores justificaram o pedido de prisão afirmando que os acusados "oferecem risco à continuidade do bom funcionamento do serviço público" porque formam "organização criminosa de grande poderio econômico". A medida também serviria para o "regular andamento da instrução processual" - isso porque os acusados podem ameaçar testemunhas e destruir provas. 

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