Ministro do STF defende investigação de denúncia de Valério contra Lula

Marco Aurélio Mello disse que não se pode questionar credibilidade do empresário pelo fato de ele ser alvo de ação; Valério afirmou que mensalão pagava despesas pessoais de Lula

Wilson Lima - iG Brasília | - Atualizada às

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello defendeu nesta quarta-feira que o Ministério Público (MP) inicie uma investigação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva devido às acusações feitas por Marcos Valério de que Lula se beneficiou do esquema do mensalão. Ontem, o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, também defendeu a apuração do caso .

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Divulgação
Marco Aurélio Mello diz que fato de Marcos Valério ser réu da ação penal não desqualifica suas acusações


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Depoimento do empresário, condenado a 40 anos de prisão pelo STF ,  descreve que o ex-presidente teria recebido R$ 98 mil para pagamento de despesas pessoais. O depoimento foi divulgado pelo jornal O Estado de S.Paulo . O presidente Lula classificou ontem como "mentira" as acusações de Valério. “Não posso acreditar em mentira”, afirmou Lula a jornalistas em evento em Paris que contou com a participação da presidenta Dilma Rousseff . Em nota, o PT afirmou que atitude de Valério é "desespero" , uma vez que o empresário fez a declaração ao MP em busca de redução de pena.

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Segundo o ministro Marco Aurélio Mello, o fato de Marcos Valério prestar depoimento como uma tentativa de delação premiada não inviabiliza as declarações prestadas pelo empresário. "Por enquanto, tudo é muito embrionário. Cabe ao MP verificar a veracidade do depoimento ( de Marcos Valério )", disse Mello.

"A simples notícia de prática criminosa já sugere abertura de investigação. Quando um juiz defrontando-se com um processo de natureza civil constata que há notícia de um crime, verifica que um fato pode configurar crime ele deve extrair peças e mandar para o MP. Caberá ao MP a definição", afirmou.

O ministro também disse que mesmo diante de uma eventual investigação, ainda restam dúvidas se o caso será remetido à Justiça Federal de primeiro grau ou à Procuradoria-Geral da República (PGR), por se tratar de ex-presidente.

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