'Estou aliviado', diz Cachoeira ao deixar a prisão em Goiás

Bicheiro obteve novo habeas corpus após ser preso na última sexta-feira; ele foi condenado a mais de 39 anos por corrupção, quadrilha e peculato, mas ainda cabe recurso

iG São Paulo |

O empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, Carlinhos Cachoeira, foi solto nesta terça-feira, às 18h55, do Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO), onde estava detido desde sexta-feira. "Estou bastante aliviado", disse ao sair do local. O chefe da máfia dos caça-níqueis dirigiu-se a sua casa, em Alphaville-Flamboyant, em Goiânia, distante cerca de 14 quilômetros do presídio.

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O juiz Tourinho Neto, da 1ª Região (TRF1), concedeu habeas corpus a Cachoeira, por entender que sua prisão preventiva, com duração de dois anos, não se enquadra no caso, como foi definida pelo juiz Aderico Rocha Santos, da 11ª Vara Criminal da Justiça Federal em Goiânia (GO). "No nosso ordenamento jurídico, não existe prisão preventiva quantificada em tempo", disse Tourinho Neto em sua decisão.

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O juiz da 11ª Vara condenou Cachoeira a mais de 39 anos de prisão por corrupção, formação de quadrilha e peculato. Ainda cabe recurso da decisão. Cachoeira já havia sido solto após ficar quase 9 meses detido. acusado pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo de liderar uma rede de jogos ilegais.

O Ministério Público Federal (MPF) pediu nesta terça-feira o confisco de bens de todos os condenados no Caso Cachoeira. A título de correção de "omissões e contradições", e por meio de recurso contra a sentença de Santos, da 11ª Vara Criminal da Justiça Federal em Goiânia (GO), os promotores Lea Batista de Oliveira e Daniel Resende de Salgado também requereram o pagamento de multa proporcional aos danos que a quadrilha provocou ao Estado.

Um dos gastos citados no recurso foi R$ 156.985,50 em diárias para reforçar o efetivo policial, e para viabilizar a deflagração da operação Monte Carlo. Se o recurso for aceito, o patrimônio de Carlinhos Cachoeira, avaliado em R$ 167 milhões, nas contas do Ministério Público Federal (MPF), será leiloado.

Além de Cachoeira, o MPF requereu o chamado "perdimento de bens" da cúpula da máfia dos caça-níqueis, formada por Lenine Araújo de Souza, Geovani Pereira da Silva, Wladimir Garcez Henrique, José Olímpio de Queiroga Neto, Idalberto Matias de Araújo, Gleyb Ferreira da Cruz e Raimundo Washington de Souza Queiroga.

Cachoeira tornou-se peça central de uma CPI mista no Congresso Nacional que recebeu seu nome e tinha o objetivo de investigar suas relações com políticos e empresários. O relatório final da CPI ainda não foi votado e o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), decidiu fazer mudanças em seu parecer inicial para facilitar a aprovação do documento.

Com Agência Estado e Reuters

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