CPI do Cachoeira tenta mais uma vez votar relatório final nesta terça

Documento do deputado Odair Cunha está longe do consenso; comissão investigou por mais de seis meses as relações do bicheiro com políticos e agentes públicos e privados

iG São Paulo |

Os parlamentares da CPI do Cachoeira se reúnem nesta terça-feira para tentar votar o relatório final do deputado Odair Cunha (PT-MG), que traz as conclusões dos mais de seis meses de investigação sobre as relações do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em um esquema de corrupção e tráfico de influência que envolvia políticos e agentes públicos e privados.

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Uma primeira versão do relatório foi lido há duas semanas e alguns pontos foram alterados, como o indiciamento de um jornalista e o pedido de investigação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Insatisfeitos, um grupo de parlamentares, ditos independentes, chegou a entregar a Gurgel um relatório paralelo pedindo novas investigações.

Mesmo com as mudanças no relatório de Cunha, ainda há pontos de divergência que incomodam a oposição, como o pedido de indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo, e a exclusão dos governadores do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). Alguns governistas também não concordam com o indiciamento de Fernando Cavendish, dono da construtora Delta, que era a maior empreiteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

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O relatório de Cunha acusa mais de 40 pessoas de ter ligação direta com o esquema ilegal de Carlinhos Cachoeira, suspeito de comandar uma quadrilha ligada à exploração de jogos ilegais, envolvendo servidores públicos e privados e prevê diversas recomendações para que o Ministério Público aprofunde as investigações e prepare a denúncia à Justiça.

Alvo da comissão, Cachoeira voltou a ser preso na sexta-feira passada após ser condenado a 39 anos de prisão pela Justiça de Goiás.

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