Erro adia mais uma vez a votação do relatório final da CPI do Cachoeira

Divergência ocorreu porque o relator Odair Cunha deixou no texto referências ao indiciamento de um jornalista e ao pedido para investigar o procurador-geral; ele alegou 'problema técnico'

iG São Paulo | - Atualizada às

Diante dos "erros materiais" do relatório do deputado Odair Cunha (PT-MG), a votação do documento final da CPI do Cachoeira foi adiada mais uma vez e agora deve acontecer no dia 18, às vésperas da data-limite para o término dos trabalhos. Deputados e senadores constataram que várias partes do texto ainda trazem referências ao indiciamento de jornalistas e ao pedido investigação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Cunha se justificou dizendo que houve um "problema técnico" e que vai fazer as correções no texto final.

Veja o especial do iG sobre a CPI do Cachoeira

De volta à prisão: Cachoeira passa o dia isolado na carceragem da PF

Agência Brasil
O deputado Odair Cunha (MG) recebeu novas críticas dos integrantes da CPI

Depois de o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) apontar que o relatório mantinha, em duas páginas, o pedido de indiciamento do jornalista da Veja Policarpo Junior , o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) declarou que o texto também cita o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, com "adjetivações maldosas".

O relator garantiu, porém, que os nomes de Gurgel e de cinco jornalistas (inclusive Policarpo) seriam retirados do texto .

Com a decisão de adiar mais uma vez a votação, parlamentares da oposição estão criticando a postura do relator, que teria apresentado um documento com mais de 5 mil páginas de "forma improvisada", conforme definiu o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP). Até o momento, a CPI recebeu quatro votos em separado apresentados pelo PPS, PSDB, DEM e pelo deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF).

O relatório traz as conclusões dos mais de seis meses de investigação sobre as relações do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em um esquema de corrupção e tráfico de influência que envolvia políticos e agentes públicos e privados.

O relatório de Cunha acusa mais de 40 pessoas de ter ligação direta com o esquema ilegal de Carlinhos Cachoeira, suspeito de comandar uma quadrilha ligada à exploração de jogos ilegais, envolvendo servidores públicos e privados e prevê diversas recomendações para que o Ministério Público aprofunde as investigações e prepare a denúncia à Justiça.

Alvo da comissão, Cachoeira voltou a ser preso na sexta-feira passad a após ser condenado a 39 anos de prisão pela Justiça de Goiás.

Com Agência Câmara e Agência Brasil

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG