PMDB atende ao Planalto e declara apoio à redução no preço da energia

O relator da MP, senador Renan Calheiros, deverá apresentar seu relatório na quarta-feira e manterá a íntegra da medida editada por Dilma

Luciana Lima - iG Brasília |

O PMDB atendeu ao pedido do Palácio do Planalto e saiu hoje (10) em defesa da medida provisória 579, que trata da renovação das concessões das empresas de energia. Em nota divulgada após reunião da Executiva do partido, a bancada orientou os deputados e senadores que votem a favor do relatório que será apresentado pelo senador Renan Calheiros que preserva a íntegra da medida, tal como foi editada pela presidenta Dilma Rousseff.

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"A Executiva Nacional do PMDB, hoje reunida na sua sede, decidiu por unanimidade, pela aprovação da medida provisória 579, cujo relator é o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e o relator-revisor é o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e recomenda suas bancadas, no Senado Federal e na Câmara dos Deputados, para que votem na íntegra pela aprovação. O PMDB não abre mão da redução do preço da conta de luz de todos os brasileiros", diz a nota.

A única mudança na proposta que seria admitida pelo relator Renan Calheiros era a prorrogação do prazo de adesão para três usinas da Cemig, caso a empresa demonstrasse interesse. No entanto, na semana passada, a empresa decidiu não aderir à proposta do governo que reduz as tarifas.

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O prazo para que as empresas se manifestassem sobre a renovação das concessões terminou no último dia 4 de dezembro. Além da Cemig, também se recusaram a aderir a Cesp, Copel e Celesc.

Calheiros deverá apresentar seu relatório na próxima quarta-feira na comissão mista especial que analisa o tema. A medida trata das condições para a renovação das concessões de energia e tem o objetivo de reduzir em cerca de 20% a tarifa cobrada de consumidores até 2013. Essa redução foi prometida pela presidenta Dilma Rousseff em seu pronunciamento no dia Sete de Setembro.

Com a resistência à proposta manifestada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), que poderá se candidatar em 2014 à Presidência da República, o tema ganhou ares de campanha. Aécio saiu em defesa das empresas que não aderiram à proposta. Dilma reagiu e fez um discurso duro, anunciando que a redução será bancada pelo Tesouro Nacional.

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