Cardozo e Adams prestam depoimento ao Senado sobre Operação Porto Seguro

Após fala do titular da Justiça ontem à Câmara, ministros desta vez serão ouvidos em audiência conjunta realizada por três comissões

iG São Paulo | - Atualizada às

Um dia após o depoimento do ministro José Eduardo Cardozo à Câmara dos Deputados, o titular da Justiça retorna hoje ao Congresso para um novo depoimento sobre a Operação Porto Seguro da Polícia Federal, desta vez junto com o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams. Os dois ministros falam nesta tarde em audiência conjunta das comissões de Infraestrutura, Constituição e Justiça e de Fiscalização e Controle.  

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Agência Câmara
Cardozo prestou primeiro depoimento sobre as denúncias ontem, à Câmara

Após a fala de nove horas feita ontem por Cardozo na Câmara, as atenções hoje se voltam para Adams, cujo braço direito na AGU, José Weber Holanda, se tornou um dos alvos da investigação da Polícia Federal sobre um esquema de venda de pareceres técnicos fraudulentos infiltrado em órgãos federais. Nas primeiras reuniões que realizou com sua equipe para discutir o depoimento que daria ao Congresso, Adams levantou a possibilidade de dividir a responsabilidade pela nomeação de Weber com a Casa Civil e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a quem cabe averiguar o histórico de funcionários do governo.  

No depoimento que prestou ontem à Câmara, Cardozo empenhou-se em exaltar a independência da Polícia Federal . Ele também negou que a quadrilha atuava no centro da Presidência da República e procurou desvincular o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de envolvimento no esquema.

No depoimento desta quarta-feira, os senadores pedirão mais esclarecimentos sobre a participação de autoridades no esquema, que também derrubou a ex-chefe-de-gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha e os irmãos Paulo e Rubens Vieira, respectivamente ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) e ex-diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

No total, a operação resultou no indiciamento de 18 pessoas e na prisão de seis, além da exoneração de cinco servidores e do afastamento de outros cinco. A oposição queria o comparecimento dos próprios envolvidos ao Senado, mas a base governista conseguiu impedir a votação dos convites .

Nesta terça-feira (4), em audiência pública na Câmara dos Deputados, José Eduardo Cardozo afirmou que não houve interferência política para proteger autoridades das investigações. Ele também disse que só soube da deflagração da operação da PF na véspera.

*Com informações da Agência Senado

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