Ministro da Educação admite indícios de irregularidade em investigado pela PF

Dois funcionários da pasta são citados em inquérito sobre um esquema de venda de pareceres técnicos fraudulentos a empresas privadas

iG São Paulo |

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta quinta-feira haver "fortes indícios" de que pelo menos um dos funcionários da pasta investigados por uma operação da Polícia Federal tenha recebido dinheiro de um esquema de venda de pareceres técnicos fraudulentos a empresas privadas. O ministro espera que uma comissão de sindicância interna seja encerrada em uma semana e que, se confirmadas as suspeitas, haja "punição exemplar".

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"Tem fortes indícios de que ele tenha recebido dinheiro do esquema", disse Mercadante a jornalistas. "Há indícios muito fundamentados."

A Operação Porto Seguro , da Polícia Federal, veio à tona na última sexta-feira, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão em diversos órgãos do governo federal, incluindo o escritório da Presidência da República em São Paulo, a Advocacia-geral da União, o Ministério da Educação e agências reguladoras, entre outros.

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Dois funcionários do MEC estariam envolvidos no esquema. Em nota divulgada no ínicio da semana, a pasta reiterou que Esmeraldo Malheiros Santos e Márcio Alexandre Barbosa Lima foram afastados do cargo, que foi aberta sindicância para apurar o caso e que pediu à PF o acesso ao inquérito. De acordo com a investigação, Lima teria passado sua senha para favorecer a instituição que pertence à família de Paulo Rodrigues Vieira, o diretor da ANA (Agência Nacional de Águas) preso sob a acusação de tráfico de influência.

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O MEC informa que a referida senha permite apenas acesso a informações cadastrais e que a faculdade “não oferece bolsas do Prouni ou do FIES”. “O servidor Márcio Alexandre Barbosa Lima possuía senha de acesso ao sistema de tramitação de processos de regulação, E-MEC, com perfil apenas de consulta, sem possibilidade de alterar os dados”, informa a nota. Já Santos é acusado de emitir, a pedido de Vieira, pareceres favoráveis a faculdades que poderiam ter os cursos descredenciados.

Como resultado da operação, 18 pessoas foram indiciadas.

*Com Reuters

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