Acusado de chefiar esquema investigado pela PF se diz 'estarrecido'

Paulo Vieira está em uma cela sem grades em São Paulo e disse a interlocutores que se sente 'injustiçado' com a acusação de chefiar quadrilha que vendia pareceres no governo

Brasil Econômico - Pedro Venceslau |

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Um dos principais alvos da constrangedora Operação Porto Seguro , o advogado Paulo Vieira, ex-diretor de hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA), tem dito aos seus interlocutores que ficou “estarrecido” e sente-se “injustiçado” com a acusação de ser o chefe de uma quadrilha que operava com agentes da União.

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Para comandar sua defesa, ele pediu a um amigo em comum que contatasse o advogado criminalista Pierpaolo Botini. Sócio de Márcio Thomaz Bastos em Brasília, Botini pegou o caso e mobilizou uma equipe de quatro advogados para auxiliá-lo.

Durante o julgamento do mensalão , ele defendeu o ex-deputado Professor Luizinho. Apesar do trânsito que tem no PT, Pierpaolo garante que a escolha não teve nenhum viés partidário. Paulo Vieira se reuniu na quarta-feira (28) com seu defensor para traçar o esboço da longa batalha jurídica que vem pela frente. “Primeiro focamos a atenção na prisão. Depois vou estudar o mérito”, disse Botini ao Brasil Econômico

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Assessoria de imprensa

Paulo Vieira só falará com a mídia depois que seu advogado escolher uma assessoria de imprensa e estudar melhor o processo. Segundo Pierpaolo Botini, isso levará algum tempo. "São oito volumes. É muita coisa."

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O acusado foi transferido na quarta-feira da Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, para São Paulo. 

Paulo Vieira está em uma cela sem grades, confortável do quartel do Regimento de Polícia Montada da PM. A pedido de Pierpaolo, o pivô da Operação Porto Seguro, que é advogado, conseguiu o benefício de não ver o sol nascer quadrado.

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