Pimentel diz que tentar envolvê-lo em crise é 'forçação de barra'

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse nesta quarta-feira que é preciso não cair no erro de achar que quem ocupa cargo de confiança é suspeito de corrupção

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse nesta quarta-feira que é preciso não cair no erro de achar que quem ocupa cargo de confiança é suspeito de corrupção. "É preciso separar as coisas", disse. "Primeiro, porque toda indicação é sempre política. De um Estado, de um governo, eleito democraticamente. Segundo, porque as pessoas envolvidas ( em casos de corrupção ), muitas vezes, são de carreira. O fato de ser de carreira, ou de confiança, em princípio não desabona ninguém", completou, em referência às investigações da Operação Porto Seguro da Polícia Federal.

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Relatório da PF afirma que Rosemary teria intermediado reuniões de autoridades, entre elas Fernando Pimentel

Para Pimentel, a tentativa de envolver o nome dele com as denúncias é uma "'forçação' de barra". Ele disse também que ainda não conversou com a presidente Dilma sobre o suposto envolvimento do nome dele no caso.

Relatório da PF revela que Rosemary Nóvoa de Noronha, então chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, intermediou reuniões de autoridades públicas, dentre elas a do ministro Fernando Pimentel com Alípio Gusmão, conselheiro da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). O ministro também é citado em grampo em um diálogo com o ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) Paulo Vieira.

Pimentel explicou que recebeu a Bracelpa várias vezes em seu gabinete e nunca houve intermediação de ninguém. Segundo ele, a própria Bracelpa fez uma nota sobre o assunto. Ele afirmou ainda que a menção de um ministro vindo de uma pessoa que é chefe de gabinete da Presidência em São Paulo com um diretor da ANA é mais do que natural. "São pessoas que interagem com o governo. Nunca houve nada que não pudesse ser público."

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Indagado sobre a possibilidade de alguma ramificação de corrupção no âmbito do seu ministério, Pimentel ressaltou que "até onde se sabe" não há qualquer ligação ou interferência de esquemas clandestinos, ou outra coisa desse tipo, no Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. "E assim espero que continue", acrescentou.

O ministro está em Los Cardales, a 70 quilômetros de Buenos Aires, na Argentina, onde manterá uma reunião bilateral com a presidente Cristina Kirchner, durante a 18ª Conferência Industrial Argentina.

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