Operação Durkheim deflagrada ontem mobilizou 400 agentes e delegados e cumpriu 27 mandados de prisão

O grupo desmantelado ontem pela Operação Durkheim da Polícia Federal, acusado de chefiar um esquema de venda de dados sigilosos, teve como alvo políticos como o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), o ex-ministro da Previdência Carlos Eduardo Garbas e o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM).

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Relatório traz extratos de ligações telefônicas de Kassab
Agência Estado
Relatório traz extratos de ligações telefônicas de Kassab

Relatório de 2.194 páginas da Inteligência da PF mostra o alcance da rede de espionagem analisando e-mails da organização criminosa. No material, há declarações de Braga, no exercício de 2012, e de Gabas, em 2011, além de extratos telefônicos com histórico de chamadas de Kassab nos meses de maio e junho.

A PF identificou 180 vítimas de arapongas que adquiriam informações protegidas pelo sigilo em órgãos públicos e operadoras de telefonia e revendiam a empresários e escritórios de advocacia. Também foram alvo da espionagem os desembargadores Luiz Fernando Salles Rossi, do Tribunal de Justiça de São Paulo, e Júlio Roberto Siqueira Cardoso (TJ-MS) - em poder da quadrilha, a PF achou cópias da declaração de IR de Rossi e de contas telefônicas de Cardoso.

O líder da trama da espionagem, informa a PF no inquérito 004/2011, chama-se Itamar Ferreira Damião, de 54 anos, mineiro de Canaã, eleito em outubro vice-prefeito de Nazaré Paulista (SP) pelo PSC. Veterano araponga de São Paulo, especialista em bisbilhotagem, ele atende pelo apelido de Pequeno. Tem patrimônio declarado de R$ 3,35 milhões. Foi preso.

*Com informações da Agência Estado .

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