Prefeito diz ter sido consultado pelo petista sobre o interesse em manter aliados em cargos de confiança na administração e afirma que apoio da bancada é 'incondicional'

Kassab diz que Haddad o consultou sobre a permanência de alguns aliados na prefeitura
Alan Sampaio / iG Brasília
Kassab diz que Haddad o consultou sobre a permanência de alguns aliados na prefeitura

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, disse que o partido deixou a cargo dos integrantes a decisão de aceitar um eventual convite do prefeito eleito Fernando Haddad (PT) para compor a nova administração na capital. Kassab disse que foi consultado por Haddad sobre o assunto e comunicou ao prefeito eleito que tem simpatia pela ideia.

“Ele me consultou e eu evidentemente disse que de nossa parte não há nenhum problema”, disse Kassab. Haddad, de acordo com Kassab, teria perguntado se ele concordava em manter na administração da capital paulista quadros que já ocupam cargo de confiança.

“Ele perguntou se, caso ele entenda que alguns dos quadros que hoje estão em cargo de confiança na Prefeitura continuassem, se seria da minha simpatia. Eu disse que evidentemente que sim”, informou Kassab.

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O prefeito evitou falar em nomes e fez questão de enfatizar que o apoio da bancada do partido na Câmara ao governo de São Paulo não depende de cargos no Executivo municipal. “Em relação ao apoio a ele já está dado. Eu deixei claro isso na primeira semana após a eleição”, disse.

“Nosso apoio ao Haddad é incondicional”, disse Kassab, que participou hoje, na Câmara dos Deputados, de uma sessão solene em homenagem ao primeiro aniversário do partido.

Kassab informou ainda que o partido só deverá assumir um cargo no governo da presidenta Dilma Rousseff a partir de fevereiro do próximo ano, quando a legenda terá concluído um processo de consulta interna para migrar de vez para a base. Essa consulta, de acordo com o prefeito, terá início no mês de janeiro.

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Mesmo assim, o partido já espera tomar posse da pasta que cuidará das micro e pequenas empresas, a ser criada pelo governo. A criação já foi aprovada na Câmara, mas ainda depende de aprovação no Senado.

A bancada na Câmara também faz projeções sobre os nomes que poderão assumir a pasta e não tem aceitado a indicação do engenheiro civil Paulo Simão, um dos mais cotados para o cargo devido a proximidade com a presidenta Dilma Rousseff.

Os deputados do PSD pleiteiam que o ministério vá para as mãos da bancada federal. Nesse caso, devido a proximidade com Kassab, um dos nomes mais cotados é o do líder do partido na Câmara, deputado Guilherme Campos.

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