Lula seria 'imbátivel' para o governo de São Paulo em 2014, diz João Santana

Em entrevista ao jornal 'Folha de S. Paulo', marqueteiro do PT diz enxergar em Fernando Haddad potencial para disputar o Palácio do Planalto em 2022

iG São Paulo |

Responsável pelas últimas campanhas eleitorais do PT, o marqueteiro João Santana defendeu o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato ao governo de São Paulo em 2014. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo , Santana afirmou, no entanto, que Lula "não aceita" ser candidato.

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Agência Estado
Marqueteiro do PT, João Santana, afirma que Dilma se reelegerá com tranquilidade em 2014

"É uma pena o nosso candidato imbatível, Lula, não aceitar nem pensar nesta ideia de concorrer a governador de São Paulo. Você já imaginou uma chapa com Lula para governador de São Paulo tendo Gabriel Chalita, do PMDB, como candidato a vice? E mais do que isso. Já imaginou o que seria, para o Brasil, Dilma reeleita presidente, Lula governador de São Paulo e Fernando Haddad prefeito da capital? Daria uma aceleração incrível no modelo de desenvolvimento econômico e avanço social que o Brasil vem vivendo", afirmou o marqueteiro, que brincou ao prever o resultado da publicação dessa declaração: "Se isso sair publicado, ele ( Lula ) vai xingar até a minha quinta geração". 

Ainda sobre 2014, Santana afirmou que, para  Eduardo Campos (PSB), a melhor escolha seria uma candidatura ao Planalto em 2018, e destacou que Haddad seria um bom bome para disputar a Presidência em 2022 ou em 2026. "Fernando Haddad tem hoje 49 anos. Tem tudo para fazer uma grande administração em São Paulo. Vai ficar oito anos em São Paulo, porque ele vai se reeleger. Em 2022, 2026, vai ter um pouco menos ou um pouco mais de 60 anos", afirmou, acrescentando que apesar do assédio popular, o relator do processo do mensalão , Joaquim Barbosa, "não tem apelo para ser candidato presidencial". Admitindo-se como um marqueteiro mais alinhado ao PT, Santana disse achar "muito difícil", e mesmo "impossível" fazer uma campanha presidencial para o PSDB. 

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