O suplente Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP) quer 'algo no primeiro escalão' do governo Fernando Haddad para deixar posto para Paulo Frateschi, secretário de organização petista

A liderança paulista do Partido da República (PR) está jogando duro com o Partido dos Trabalhadores (PT) para decidir se o suplente de Marta Suplicy  (PT-SP) no Senado, Antônio Carlos Rodrigues, deixará a cadeira abandonada pela agora ministra da Cultura novamente com a legenda petista.

O recado foi dado neste sábado ao secretário de governo de Fernando Haddad , Antonio Donato, em reunião na qual o PR pediu em troca da vaga no Senado uma secretaria na prefeitura de São Paulo. “Tivemos uma conversa, mas ela não terminou. Ela vai terminar amanhã ( segunda-feira ), depois de o prefeito ser consultado ( por Donato )”, afirma Rodrigues ao iG .

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Antônio Carlos Rodrigues sinalizou que quer cargo no primeiro escalão do governo
Divulgação
Antônio Carlos Rodrigues sinalizou que quer cargo no primeiro escalão do governo

Eleito quinto vereador mais votado na capital paulista, Rodrigues diz que aceita voltar para a Câmara se Haddad oferecer “algo no primeiro escalão” da administração municipal ao PR. “Eu só iria ( deixar o Senado ) por alguma coisa no primeiro escalão. As condições para abrir a vaga exige alguma coisa para o meu partido”, diz.

O PT quer que a cadeira deixada por Marta fique com Paulo Frateschi, secretário nacional de organização do PT. Segundo suplente de Marta, ele é um dos principais dirigentes do partido, com acesso direto ao ex-presidente Lula e à presidenta Dilma Rousseff .

Frateschi perdeu a primeira suplência na composição de chapa das eleições de 2010, quando Marta foi eleita, em função da uma articulação interna para vedar o nome da ex-prefeita de São Paulo na disputa municipal de 2012.

Uma corrente petista apostou que Marta ficaria presa ao Senado com receio de deixar a vaga para Rodrigues, um político ligado à ala conservadora da Igreja Católica e próximo a seus maiores adversários políticos: o atual prefeito Gilberto Kassab (PSD) e José Serra (PSDB).

O PR sabe das pretensões petista e, justamente por isso, está disposto a vender caro a cadeira de senador ocupada hoje por Rodrigues. Ele só não revela qual pasta estaria disposto a assumir na administração paulistana. “Ar condicionado e carro eu já tenho”, afirma em aviso a Haddad, caso o prefeito eleito ofereça cargo de segundo escalação ao PR.

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