Prefeito eleito de Campinas anuncia primeiros 14 nomes do seu governo

Segundo Jonas Donizette, seu governo vai adotar um núcleo de governo nos moldes do praticado por Eduardo Campos, na gestão do Estado de Pernambuco

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O prefeito eleito de Campinas (SP), Jonas Donizette (PSB), anunciou neste sábado (23), os nomes de 12 secretários e dois presidentes de órgãos da administração indireta, com perfis predominantemente políticos, e a adoção de um núcleo de governo, nos moldes do praticado pelo governador Eduardo Campos (presidente nacional do PSB e nome cotado para a disputa presidencial de 2014), na gestão do Estado de Pernambuco.

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O prefeito eleito de Campinas, João Donizete (PSB)

"Vamos adotar um modelo que funciona bem e que eu vi em Pernambuco, no governo Eduardo Campos, de reuniões mais frequentes com um grupo pequeno de secretários de pastas afins", explicou o novo prefeito da maior cidade conquistada pelo PSB em São Paulo, sobre seu método para gerenciar a equipe de coalizão montada.

Entre os 14 nomes apresentados neste sábado, apenas um não tem filiação partidária e a ampla maioria tem hoje atuação política. São cinco partidos, sendo que o PSB ficou com oito pastas, o PSDB com duas, Entre os primeiros nomes do primeiro escalão há um prefeito, um vereador, um candidato a prefeito derrotado, presidentes de partidos, líderes comunitários e ex-dirigentes sindicais.

Jonas defendeu que, apesar de a maioria ter atuação política, são nomes com currículos técnicos também. "Não vamos esconder os partidos. É importante ter pessoas habilitadas, mas se tiver um técnico com visão política é melhor ainda", disse ao citar o nome do vereador Arly de Lara Romeo (PSB), que foi nomeado para a presidência da Sociedade de Abastecimento de Água e Esgoto (Sanasa), empresa mista que é uma das maiores fontes de receita para a administração municipal e foi alvo de um suposto esquema de corrupção que derrubou o prefeito e o vice e levou 11 pessoas para a prisão.

"Teremos reuniões frequentes com todo secretariado, mas teremos reuniões constantemente entre pequenos grupos de secretários, que é algo que funciona bem", afirmou Jonas, que vai gerenciar o terceiro maior Orçamento do Estado (R$ 3,2 bilhões), em uma momento de crise financeira e institucional na prefeitura. O atual prefeito, Pedro Serafim (PDT) acabou de comunicá-lo que o município não conseguiu renovar a Certidão Negativa de Débitos, com o governo federal, e está impedida de receber repasses da União.

Pastas

Foram anunciados os nomes de secretarias consideradas estratégicas para o governo, nesse primeiro pacote de anúncios, como Saúde, Finanças e Serviços Públicos - além da Sanasa. Jonas anunciou também a criação de uma nova secretaria (Relações Institucionais) e a fusão de outras duas (Finanças e Receita).

Para a Saúde, foi nomeado o ex-secretário estadual (de 1993 a 1994) Carmino Antonio de Souza, que é atualmente presidente da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia. Filiado ao PSB, ele foi um dos dois nomes apresentados como pessoas ligadas ao mundo acadêmico.

Outro nome de perfil não político, foi o do futuro secretário de Cultura, o compositor Ney Carrasco, que é coordenador do programa de Pós-graduação em Música da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele também é filiado ao PSB.

Para as Finanças, o prefeito chamou o atual prefeito de Pedreira e presidente do Conselho da Região Metropolitana de Campinas, Hamilton Bernardes (PSB). A pasta foi fundida à de Receita, que virou uma coordenadoria. Em Serviços Públicos, que a partir de agora gerenciará um dos maiores contratos da prefeitura, o do lixo, foi nomeado Ernesto Paulella, único sem partido, mas ex-integrantes de governos do PSDB.

O PSC, outro partido aliado, ficou com a secretaria de Esportes, que será assumida pelo presidente municipal da legenda, Oldemar Elias, o Professor Campos. O candidato a prefeito derrotado do PV, Rogério Menezes, que declarou apoio formal a Jonas no segundo turno, assumirá a secretaria do Verde e Desenvolvimento Sustentável. O DEM ficou com a secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, com o empresário Samuel Rossilho.

Confiança

Para o presidente municipal do PSB e braço direito de Jonas, Wanderley de Almeida, o novo prefeito criou a secretaria de Relações Institucionais, que terá como função as tratativas com a Câmara de Vereadores. A medida, segundo Jonas, é uma resposta à crise política vivida na cidade durante o governo do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT), após os esquemas de corrupção.

São esses os primeiros 14 nomes do primeiro escalão em Campinas: Saúde: Carmino Antonio de Souza (PSB); Finanças: Hamilton Bernardes Júnior (PSB); Cooperação de Assuntos de Segurança Pública: Luiz Augusto Baggio (PSDB); Assuntos Jurídicos: Mário Orlando Galves de Carvalho (PSB); Relações Institucionais: Wanderley de Almeida (PSB); Cultura: Ney Carrasco (PSB); Esportes: Professor Campos (PSC); Gestão e Controle: Flávio Henrique Costa Pereira (PSDB) ; Recursos Humanos: Marionaldo Fernandes Maciel (PSB); Serviços Públicos: Ernesto Paulella (sem partido); Verde e Desenvolvimento Sustentável: Rogério Menezes (PV); Desenvolvimento Econômico e Turismo: Samuel Rossilho (DEM); Sanasa: Arly de Lara Romeo (PSB); Fundação José Pedro de Oliveira (Mata Santa Genebra): Pedro Henrique Pupo Nogueira (PSB).

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