Dilma decide demitir chefe de gabinete em SP e outros indiciados pela PF

Entre outros exonerados ou afastados estão José Weber de Holanda, número dois da Advocacia-Geral da União, e Paulo Rodrigues Vieira, diretor da ANA

iG São Paulo | - Atualizada às

A presidenta Dilma Rousseff (PT) decidiu que todos os servidores indiciados na Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, serão afastados ou exonerados de suas funções.

A Operação Porto Seguro, que tinha como objetivo desarticular uma organização criminosa infiltrada em diversos órgãos federais para obternção de pareceres técnicos fraudulentos , apreendeu 18 malotes de documentos em seis instituições públicas.

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José Weber de Holanda:  Número dois da AGU é alvo de operação da PF

Em comunicado divulgado neste sábado, a Presidência afirmou também que, no que se refere aos diretores das agências em questão, "foi determinado o afastamento, com abertura do processo disciplinar respectivo".

Os afastamentos, demissões e a abertura das investigações foram decididos na manhã deste sábado por Dilma, durante reunião com o ministro-chefe da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho, no Palácio da Alvorada.

Entre os servidores alvos da investigação da PF, estão Rosemary Novoa de Noronha, chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo , e José Weber Holanda, número dois da Advocacia-Geral da União (AGU) . Ambos serão afastados dos respectivos cargos.

A PF imputa a Rosemary e Holanda o crime de corrupção ativa e tráfico de influência e apreendeu documentos tanto no escritório da Presidência em São Paulo, quanto no gabinete de do braço direito do ministro Luís Inácio Adams.

Operação Porto Seguro:  PF apreende 18 malotes de documentos em 6 estatais

Cinco pessoas foram presas na operação deflagrada na sexta-feira em Brasília e em São Paulo, incluindo o diretor da Agência Nacional de Águas (ANA). Apontado como cabeça do esquema, Paulo Rodrigues Vieira foi recolhido à carceragem da PF após prestar depoimento por mais de duas horas. O irmão de Paulo, Rubens Carlos Vieira, diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), também foi detido. Os dois serão afastados e haverá abertura de processos disciplinares contra eles. Em nota, a Anac diz que vai apurar irregularidades na agência .

A Operação Porto Seguro mobilizou 180 agentes e delegados da PF para executar seis mandados de prisão, dos quais cinco foram cumpridos, e 43 de busca e apreensão nos municípios de Cruzeiro, Dracena, Santos e São Paulo, além de Brasília. Ainda estão sob investigação funcionários dos Correios, da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), da AGU e do Ministério da Educação.

Investigação

A PF informou que o inquérito policial teve início em março de 2011 após a instituição ter sido procurada por um servidor do Tribunal de Contas da União (TCU) que se viu envolvido num esquema no qual lhe foram oferecidos R$ 300 mil para que elaborasse um parecer técnico para beneficiar um grupo empresarial do setor portuário.

Ao longo da investigação sobre esse caso, a PF apurou que não se tratava de uma situação isolada, mas que havia um grupo que exercia influência em diversos órgãos públicos federais. O grupo, composto de servidores públicos e agentes privados, agia cooptando servidores de órgãos públicos para que fosse acelerada a tramitação de procedimentos ou que elaborassem pareceres técnicos fraudulentos para beneficiar interesses privados.

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