Petista Walter Pinheiro deve assumir liderança do governo no Congresso

Após dia de negociações no Planalto, governo avança na definição dos nomes que vão comandar instâncias na Câmara e no Senado

Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

As definições do governo em relação às sucessões no comando da Câmara e do Senado foram assuntos debatidos hoje no Palácio do Planalto, nas reuniões que ocorreram com a presença do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), a cúpula do PMDB, a ministra Ideli Salvatti, e a presidenta Dilma Rousseff .

De acordo com integrantes do PMDB, o Planalto confirmou a permanência do senador Eduardo Braga (PMDB-AM) como líder do governo no Senado. Já o atual líder do governo no Congresso, José Pimentel (PT-CE) deverá ser substituído pelo senador Walter Pinheiro (PT-BA). Pimentel poderá assumir a presidência de alguma comissão do Senado, a ser escolhida pelo PT.

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Agência Brasil
Senador Walter Pinheiro (PT-BA) deve assumir liderança do governo no Congresso


O nome do PMDB para a presidência do Senado será mesmo o do senador Renan Calheiros (AL), que deixará a o cargo de líder do partido para o senador Eunício de Oliveira (CE).

Já o senador Vital do Rêgo (PMDB-AL), que ganhou notoriedade ao presidir a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, é o nome do PMDB para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

A presidência da CCJ é um cargo de grande visibilidade, já que a comissão é responsável pela sabatina de ministros para os tribunais superiores, diretorias de estatais e autarquias, além de outras atribuições.

'Pacificação'

Na Câmara, a avaliação do PMDB é de que a situação não é tão “tranquila” quanto no Senado. O vice-presidente do partido recebeu sugestão da cúpula do PMDB para que ele promova uma conversa com a bancada no sentido de “pacificar” o partido em torno da candidatura de Henrique Eduardo Alves à Presidência da Casa.

Leia mais: Deputada do PMDB promete candidatura alternativa na Câmara

A briga pela liderança do PMDB na Câmara está acirrada e, na avaliação de peemedebistas históricos, a situação precisará da influência de Temer.

“Não há condições de se ter unidade com sete candidaturas a líder”, disse o senador Eunício de Oliveira, que participou de uma das reuniões realizadas no Planalto. “É necessário se entrar em um acordo senão essa situação atrapalhará a própria candidatura a presidência”, ponderou.

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