Governo quer acelerar conclusão de obras do PAC até 2014

Equipe divulga novo balanço nesta segunda-feira e fala em entregar mais obras em comparação ao governo Lula; crise nos Transportes afetou desempenho na área

iG São Paulo |

O governo federal quer agilizar a conclusão de obras incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A meta, segundo informou o secretário do programa, Maurício Muniz, é elevar em 40% o volume de obras concluídas na segunda etapa do programa, o chamado PAC 2, em comparação com a primeira versão, iniciada no segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

"A tendência é fazermos mais e sermos cobrados por mais", disse Muniz. Tal como ocorreu na primeira versão do programa, a expectativa é de que o volume de obras finalizadas cresça bastante no último ano, ou seja, em 2014.

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"O PAC 1 teve uma execução que já é conhecida, e no PAC 2 continuamos num ritmo até mais acelerado", disse Muniz. "É natural que haja um processo de aprendizado: a estrutura aprende a fazer investimentos, vamos melhorando os processos."

O governo vai divulgar nesta segunda-feira mais um balanço programa. Números preliminares indicam que os níveis de contratação e realização de obras e projetos, em outubro passado, alcançaram volumes maiores do que os de outubro de 2010, em que o programa teve seu melhor desempenho.

Em dois anos de PAC do governo Dilma Rousseff foram realizadas sete obras de dragagem em portos, igual volume registrado nos quatro anos do PAC de Lula. As construções em portos chegam a cinco, em comparação com seis da edição anterior do programa, que teve o dobro de tempo. Em aeroportos, foram construídos três pátios contra dois do primeiro PAC, e também sete ampliações, contra nenhuma da versão anterior.

Ponto fraco

O ponto fraco do balanço do PAC neste ano ficará por conta do Ministério dos Transportes. Responsável pelo segundo maior orçamento do programa, o ministério foi afetado pela "faxina" que trocou seus dirigentes e também os de seu principal executor, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Os contratos passaram por uma revisão, de forma que a realização ficou muito baixa no início do ano.

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Apesar de ter havido uma recuperação dos investimentos no segundo semestre, o total gasto na área este ano ainda ficará abaixo do de 2011, por causa do desempenho fraco observado de janeiro a junho. A estimativa apresentada pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, é de uma queda de 8%.

Assim, nos quatro anos do PAC 1 (2007 e 2010) foram duplicados ou adequados 1.306 km de rodovias, contra apenas 537 km na primeira metade do PAC 2 (2011-2012). Em pavimentação e construção, foram 1.789 km no PAC 1 contra 584 km no PAC 2. O PAC 1 registra também a concessão de 3.282 km de estradas federais para exploração pela iniciativa privada. A atual versão do PAC não registra nenhuma, embora o trecho capixaba da BR-101 tenha sido leiloado.

O processo, porém, está parado na Justiça. O plano de logística lançado por Dilma no dia 15 de agosto prevê a concessão de 7.500 km de rodovias e 10.000 km de ferrovias.

*As informações são da Agência Estado

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